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aracnídeos
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Grupo de artrópodes quelicerados, com quatro pares de patas locomotoras, cujos indivíduos se distinguem pela forma do corpo e pela natureza dos seus apêndices.
Os aracnídeos sobre o ponto de vista evolutivo foram muito bem sucedidos, já foram descritas mais de 40 000 espécies. Foram os primeiros artrópodes a deslocarem-se em habitats terrestres.
Compreendem um grupo variado que inclui aranhas, ácaros, carraças, opiliões, escorpiões, pedipalpos, pseudo-escorpiões e outras formas. Os escorpiões foram encontrados entre os fósseis do Silúrico.
O escorpião ou lacrau é comum em algumas regiões de Portugal
Aranha de água
As aranhas, como é o caso desta Tarântula, são aracnídeos
Ácaro, animal do grupo dos aracnídeos
As aranhas são portadoras de glândulas especiais (fieiras) que lhes permitem tecer as teias
São animais terrestres de vida livre e de pequeno tamanho e, em geral, abundam mais nas regiões quentes e secas do que noutros lugares. Muitos possuem glândulas venenosas mediante as quais matam insetos e outros pequenos animais de cujos líquidos e tecidos moles se alimentam.
As aranhas e outros aracnídeos possuem glândulas especiais que segregam finos filamentos de seda que são utilizados para construir ninhos, cubículos e cápsulas para os ovos ou outros fins.
Os aracnídeos apresentam abdómen e cefalotórax, geralmente, com um par de quelíceras, um par de pedipalpos e quatro pares de patas locomotoras. Não apresentam nem antenas nem mandíbulas.
A maior parte dos aracnídeos é inofensiva para os humanos e são úteis pois alimentam-se de insetos prejudiciais. Contudo, algumas espécies de aranhas e os escorpiões possuem aguilhões que podem injetar veneno nos humanos podendo produzir graves doenças, inclusivamente a morte. Alguns ácaros e carraças são parasitas dos humanos e dos animais domésticos originando doenças graves e, por vezes, a morte. Carraças de diversas classes são hospedeiras intermediárias de protozoários e vírus causadores de doenças.
A maior parte são animais terrestres, mas julga-se que se desenvolveram a partir de formas aquáticas semelhantes as euripterídeos. O registo fóssil inclui escorpiões aquáticos do período Silúrico. Na sua adaptação à vida terrestre, experimentaram várias transformações, uma das quais no sistema reprodutor em que, para evitar a perda de água, a fecundação dos óvulos é interna e os ovos são depositados em galerias húmidas, conservados pela fêmea, no caso da viviparidade, ou protegidos por uma cobertura externa. Outra adaptação é o revestimento por um exoesqueleto impermeável para reduzir a perda de água e a conversão dos sacos branquiais em sacos pulmonares ou num sistema traqueal.
Todos os aracnídeos são dioicos, em geral, com dimorfismo sexual. Os espermatozoides agrupam-se formando espermatóforos que são transferidos para a fêmea depois de uma corte nupcial mais ou menos elaborada. Em muitos aracnídeos, os juvenis são cuidados pelos progenitores.
A maior parte dos individuos de cada espécie só vive aproximadamente um ano, mas algumas grandes tarântulas viveram 25 anos em cativeiro. Os principais inimigos dos aracnídeos são as aves e lagartos.
A maior parte das aranhas tem menos de 25 milímetros de comprimento, constituindo os seus extremos as aranhas do género Minolinypheus que têm menos de 1 milímetro e Theraphosa leblondi que chegam a ter 90 milímetros de comprimento. O escorpião mais pequeno, Microbuthus purillus tem 13 milímetros de comprimento e a centopeia, Scolopendra gigantea, 312 milímetros.
Os Solífugos do sudoeste dos Estados Unidos têm um comprimento entre os 8 e os 70 milímetros, sendo o maior deles o Galeodes Caspius. Os menores ácaros medem menos de 0,5 milímetro de comprimento, a maior carraça, Amblyomma, mede cerca de 30 milímetros de comprimento. Os maiores aracnídeos são aquáticos, o caranguejo ferradura (género Limulus) pode atingir o comprimento de 500 milímetros.
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Como referenciar
Porto Editora – aracnídeos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-02-26 13:32:30]. Disponível em

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