MOMENTOS WOOK - 20% de desconto em todos os livros

Morro da Pena Ventosa

Rui Couceiro

Pedra e Sombra

Burhan Sönmez

Geração D

Carlos de Matos Gomes

1 min

Australopithecus bahrelghazali
favoritos

Em 1995 o investigador francês Michel Brunet prospetava a zona de Koro-Toro, no atual Chade, a cerca de 2500 km do vale de Rift. Em 23 de janeiro desse mesmo ano, a sua equipa encontra um elemento fóssil de toda a importância, um maxilar inferior de um hominídeo, o primeiro fora do grande Vale. Estava encontrado o sétimo espécie de Australopithecus, classificado como bahrelghazali, que vivera entre 3,5 e 3 milhões de anos. O nome familiar como é conhecido, Abel, foi uma homenagem póstuma feita por Brunet ao amigo e paleontólogo Abel Brillanceau, tragicamente desaparecido.
O maxilar continha sete dentes, com caninos tipicamente humanos e espessa camada de esmalte, em contraste evidente com a dentição dos Primatas. A análise cuidada dos elementos exumados permitiu concluir que Abel vencera uma doença de infância, patente nas ranhuras existentes na base da coroa dos caninos, uma zona que mineraliza por volta dos cinco/ seis anos de idade. Quando comparado com os Australopithecus do Sul e Este da África, Abel apresenta um conjunto de características primitivas, como os pré-molares, mas igualmente avançadas, tais como o maxilar inferior curto e os caninos bastante assimétricos. A sua altura seria de aproximadamente 1,20 cm, e baseava a sua dieta em frutos, vegetais e esporadicamente em carne.
Em associação com Abel foram encontrados vestígios de hominídeos da mesma idade, mas também cerca de quinze espécies diferentes de fauna, o que permitiu, em conjunto com os sedimentos existentes, reconstituir a paisagem e o espaço onde viveu.
Partilhar
  • partilhar whatsapp
Como referenciar
Porto Editora – Australopithecus bahrelghazali na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-07-13 07:23:46]. Disponível em

Morro da Pena Ventosa

Rui Couceiro

Pedra e Sombra

Burhan Sönmez

Geração D

Carlos de Matos Gomes