Beat Generation
A chamada Beat Generation começou por ser um grupo de amigos partilhando os mesmos interesses, sobretudo a escrita, tendo posteriormente ascendido ao estatuto de movimento literário.
Originalmente constituído por Jack Kerouac (1922-1969), que inventaria o termo em 1948, Allen Ginsberg (1926-1997), Neal Cassady (1926-1968) e William S. Burroughs (1914-1997), que se haviam conhecido nas vizinhanças da Universidade de Columbia nos inícios da década de 40, o grupo cresceu com as presenças de Gregory Corso (1930-2001), de Greenwich Village, e de Herbert Huncke (1915-1996).
Migrando em massa para São Francisco, logo expandiram a sua consciência de grupo, ao aglutinar Gary Snyder (1930-), Lawrence Ferlinghetti (1919-), Michael McClure (1932-), Philip Whalen (1923-2002) e Lew Welch (1926-1971?, nunca foi encontrado o seu corpo, apenas um bilhete de suicídio).
Na sua grande maioria, os membros do grupo tentavam em vão ser publicados, tendo a sua situação sofrido uma alteração significativa com a oportunidade que surgiu sob a forma de um recital de poesia na Six Gallery, em São Francisco.
Após esta primeira vaga de escritores Beat, uma segunda se lhe juntou, com a chegada de nomes como Bob Kaufman (1925-1986), Diane DiPrima (1934-), Ed Sanders (1939-), Anne Waldman (1945-) e Ted Joans (1928-2003).
A expressão Beat foi levada a público quando, em 1952, o amigo de Jack Kerouac, John Clellon Holmes publicou um artigo na New York Times Magazine, intitulado, "This is the Beat Generation". O significado da expressão era o de 'exausto', 'abatido'. O movimento caracterizava-se pelos ideais anti-autoritaristas, e pela abordagem descuidada e inovadora aplicada à literatura.
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