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Cuba (Alentejo)
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Aspetos Geográficos
O concelho de Cuba, do distrito de Beja, ocupa uma área de 173 km2. Localiza-se no Alentejo (NUT II), no Baixo Alentejo (NUT III), e abrange quatro freguesias: Cuba, Faro do Alentejo, Vila Alva e Vila Ruiva.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Portel (distrito de Évora), a oeste pelo de Alvito, a sudoeste pelo de Ferreira do Alentejo, a sul pelo de Beja e a este pelo de Vidigueira.
Este concelho apresentava, em 2005, um total de 4797 habitantes.
O natural ou habitante de Cuba denomina-se cubense.
Possui um tipo de clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média varia entre os 28 °C e os 30 °C. No inverno, as temperaturas são relativamente baixas.
A sua morfologia é marcada pela serra de Altura do Monte Novo, com 179 metros, e pelo monte dos Bispos, com 283 metros.
Dos recursos hídricos, são de referir a ribeira de Barreiros e a ribeira do Malk Abraão.
 

História e Monumentos
Nas terras deste concelho existem vestígios arqueológicos que comprovam que Cuba é habitada desde a Pré-História (cultura megalítica, 4000 a 2000 a. C.). Há também vestígios da presença romana, dada a grande quantidade de medalhas e cipos romanos que se encontraram no aglomerado urbano e nos arredores.
Desde o século XIII, há referências à existência de Cuba, tendo pertencido ao concelho de Beja e passando, posteriormente, para a posse dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.
Em 1305, os direitos da aldeia de Cuba ficaram na posse do rei D. Dinis e, em 1372, foram doados por D. Fernando I ao fidalgo castelhano Diogo Afonso do Carvalhal, a quem pertenceu até 1374, data em que abandonou o reino. Assim sendo, D. Fernando I doou estas terras a Vasco Martins de Melo, seu guarda-mor.
Na primeira metade do século XVI, a povoação pertenceu ao Infante D. Luís, quarto filho do segundo casamento de D. Manuel I.
Em 1732, uma provisão de D. João V autorizou o morador João Luiz a criar o celeiro comum, de que foi primeiro administrador Francisco de Macedo Foya, e, em 1782, foi o "lugar da Cuba" elevado a vila por alvará concedido pela rainha D. Maria I.
No património arquitetónico, destacam-se a Igreja Matriz, que foi construída por frades de São Vicente de Fora, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha, o Convento do Carmo, que atualmente alberga as instalações do hospital, e a Igreja de São Sebastião.
Merecem, ainda, referência os restos de duas villas rústicas, localizadas no monte da Panasqueira e no monte do Outeiro (Cuba), e a ponte romana, localizada sobre a ribeira de Odivelas.
De relevar também o Paço dos Infantes, que teria sido a casa de campo ou pavilhão de caça do Infante D. Luís. Neste palácio jantou el-rei D. Sebastião em 1573, quando viajou por Évora e Beja. Hoje, apenas resta um portal de estilo dito "manuelino", colocado como porta da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.
 

Frontaria da biblioteca do município
Brasão do concelho de Cuba
Tradições, Lendas e Curiosidades
Neste concelho abundam as manifestações populares e culturais, sendo de destacar a festa de Senhora da Rocha, realizada no último fim de semana de agosto; a festa de Nossa Senhora dos Passos, que ocorre quatro semanas depois do Carnaval; a festa das Endoenças, realizada na Sexta-Feira da Paixão; a festa de Nossa Senhora da Visitação, no segundo fim de semana de agosto; a feira anual, que decorre no primeiro fim de semana de setembro; e o mercado mensal, na primeira sexta-feira do mês.
No artesanato, destacam-se os trabalhos em madeira, a sapataria, as miniaturas em ferro e madeira, a cestaria em junco e as cadeiras de buinho.
O grande escritor Fialho de Almeida (1857-1911) residiu em Cuba e aí faleceu.
José Manuel Braamcamp de Barahona Fragoso (sécs. XIX-XX) pertencia à familia residente durante cerca de três séculos na Quinta da Esperança, vizinha da vila de Cuba, eram condes e viscondes do Morgado da Esperança. Foi o último a usar o título (concedido por D. Manuel II, já após a implantação da República). A família, que se notabilizou pela realização de uma série de obras sociais em prol da melhoria das condições de vida da população, foi ainda anfitriã da rainha D. Maria II e do seu marido, D. Fernando, bem como de D. Pedro V.
Como instalação cultural, existe o Museu da Misericórdia.
 

Economia
No concelho, predominam as atividades ligadas, essencialmente, ao setor primário, fundamentalmente a horticultura e a fruticultura, e mesmo a pastorícia (gado ovino e caprino), seguidas das dos setores terciário e secundário.
A área agrícola ocupa cerca de 71% da área total do concelho e destina-se ao cultivo de cereais para grão, de prados temporários e culturas forrageiras, de culturas industriais, do pousio, do olival, de prados e de pastagens permanentes.
A pecuária mantém alguma importância, nomeadamente na criação de aves, bovinos e suínos.
Cerca de 369 ha do seu território correspondem a área coberta de floresta.

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Como referenciar
Porto Editora – Cuba (Alentejo) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-07-16 04:42:34]. Disponível em
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