jornalismo
Atividade informativa que se define por uma expressão nua, direta, impessoal e não literária, e que tem como principais características a brevidade, a concisão e muitas vezes o atrativo do sensacional. Embora o jornalismo se distinga da literatura, os jornais continuam a incluir subgéneros literários, como a grande reportagem e a crónica, onde a personalidade e o estilo de visão e expressão dos autores é visível.
O jornalismo surgiu com as Gazetas do século XVII. Podemos estabelecer três grandes etapas na sua evolução. A primeira estava ligada às monarquias absolutas. Era uma imprensa destinada apenas às classes privilegiadas.
A segunda iniciou-se com o fim do domínio da aristocracia e relaciona-se com o alargar do público, que passa a ser, sobretudo, a burguesia em crescimento. Esta etapa corresponde a um aperfeiçoamento técnico das máquinas de impressão, e ao início do caminho de ferro e do telégrafo, que representavam grandes melhorias das comunicações.
A terceira etapa está ligada à alfabetização e instauração do sufrágio universal, que na maior parte dos países do Ocidente se deu a partir da segunda metade do século XIX. A leitura do jornal alargou-se a todas as classes da sociedade. A transformação da imprensa em produto de consumo das massas levou ao desenvolvimento do jornalismo enquanto profissão e arte de transmitir notícias atuais, de interesse para um público cada vez mais vasto e exigente. No século XX os jornais passaram a repartir o exclusivo da informação com outros meios de comunicação: a rádio e a televisão. A transmissão de informações passou a efetuar-se à escala planetária, devido ao rápido desenvolvimento das tecnologias.
Em termos de imprensa escrita, existem os jornais e revistas de informação geral nacional, a imprensa especializada e a regional, destinada cada uma a um público específico. Alguns dos jornais que ficaram mais conhecidos no mundo ocidental são: The Times (britânico), New York Times (norte-americano), Le Monde (francês), La Repubblica (italiano), Frankfürter Allgemeine Zeitung (alemão) e El País (espanhol). Muitos dos grandes jornais podem também ser consultados na Internet. A variedade de títulos reflete a pluralidade de estilos e preferências ideológicas.
A liberdade de imprensa, assim como o direito a informar e a ser informado, estão consagrados nas Constituições de diversos países. Fazem também parte da Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Carta fundadora da UNESCO.
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