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Programa Nacional de Vacinação (PNV)
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A vacinação consiste na administração de vacinas, ou seja, produtos que contêm micróbios patogénicos - ou parte deles - ou substâncias por eles produzidas, as toxinas, capazes de induzir a resposta imunológica, com o objetivo de proteger o organismo contra determinadas doenças.
Depois de inoculadas num ser vivo, as vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos específicos para o antigénio administrado, bem como células de memória que irão permitir o reconhecimento mais rápido do agente patogénico e uma consequente resposta imunitária mais eficaz aquando um novo contacto com esse agente patogénico.
As vacinas têm sido uma preciosa ajuda no combate à doença a nível individual bem como na erradicação de doenças a nível comunitário, como é o caso da varíola, no mundo, da poliomielite, na Europa e na grande diminuição do número de mortes por difteria, tosse convulsa e tétano.
Vacinação oral
Camille Guérin, criador, com Albert Calmette, da vacina BCG, contra a tuberculose
Radiografia de um doente com tuberculose
Ilustração de "Great Moments in Medicine", de Robert A. Thom, obra publicada por Parke Davis and Company em 1966
Embora recomendada para determinados grupos, a vacina contra a gripe não consta do PNV (cartaz da Associação Nacional de Farmácias)
Em Portugal, o Programa Nacional de Vacinação, que entrou em vigor em 1965 com a vacinação contra a tuberculose e a varíola, tem a particularidade de ser um programa universal e gratuito, que abrange todas as pessoas do país.
Este programa foi sofrendo diversas alterações ao longo dos tempos, tentando responder às necessidades de prevenção próprias de cada época. O Programa Nacional de Vacinação, revisto e em aplicação desde 1 de janeiro de 2006, engloba as vacinas BCG (contra tuberculose), VHB (contra a hepatite B - três doses), VIP (contra a poliomielite - quatro doses), Hib (contra a doença invasiva causada por Haemophilus influenzae do serotipo b - quatro doses), DTPa (contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa - cinco doses), Men C (contra a doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do serogrupo C - três doses), VASPR (contra o sarampo, a papeira e a rubéola - duas doses) e Td (contra o tétano e a difteria - reforços), que são administradas segundo o calendário de vacinação seguinte:
. 0 meses - BCG e VHB I
. 2 meses - VHB II, VIP I, Hib I e DTPa I
. 3 meses - Men C I (VMcc)
. 4 meses - VIP II, Hib II, DTPa II
. 5 meses - Men C II (VMcc)
. 6 meses - VHB III, VIP III, Hib III e DTPa III
. 15 meses - VASPR I e Men C III (VMcc)
. 18 meses - Hib IV e DTPa IV
. 5 a 6 anos - VIP IV, DTPa V e VASPR II (a)
. 10 a 13 anos - Td (b), VASPR II (c) e VHB I, II, III (d)
. De 10 em 10 anos, durante toda a vida - Td
(a) aplicável aos 5 a 6 anos aos nascidos depois de 1993
(b) difteria em dose de adulto
(c) aplicável aos 10 a 13 anos aos nascidos antes de 1993
(d) aplicável apenas a nascidos antes de 1999
Algumas vacinas, como, por exemplo, a vacina contra a gripe e as vacinas pneumocócicas, não estão contempladas no esquema cronológico do Plano Nacional de Vacinação; no entanto, podem ser indicadas, nomeadamente no caso dos grupos de maior risco, como idosos ou portadores de doenças debilitados.
Existem, ainda, determinadas vacinas que são indicadas para a proteção de indivíduos que se deslocam a determinadas regiões do globo, onde a frequência de certas doenças infectocontagiosas é elevada. A obrigatoriedade ou recomendação da vacinação de viajantes deve ter em conta um conjunto de fatores, como o grupo etário em que o indivíduo se insere, a sua situação clínica, o país a que se desloca, etc.
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Como referenciar
Porto Editora – Programa Nacional de Vacinação (PNV) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-07-21 19:36:30]. Disponível em

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