A Geração Nova
Coleção de ensaios de crítica literária sobre os novelistas portugueses, publicada em 1886, nos quais Sampaio Bruno acompanha diacronicamente as etapas conducentes ao romance realista-naturalista, que passam por "o romance histórico", "o romance de intriga", "o romance íntimo", "o romance de costumes", "o romance de intuito", "o conto satírico", "o conto fantástico", "o conto rural" e "o romance rural", sem esquecer "as revistas literárias e o folhetim".
Na extensa "Conclusão", Bruno defende a estética realista dos erros de apreciação crítica que sobre ela vinham sendo proferidos (nomeadamente as acusações de obscenidade, de excessiva pormenorização e de deficiências de estilo), mas critica-a enquanto mero "trabalho de coligir o documento humano, de registar factos, de compendiar observações, de desfibrar o tecido sentimental, de dissecar os elementos histológicos das volições", sustentando que "o romance tem [...] de continuar a ser romance; e a sua crítica final de ultimar-se, como em todas as obras de arte, numa questão de gosto".
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