Abílio Mattos Silva

Pintor português nascido a 1 de abril de 1908, no Sardoal, e falecido em 1985, destacou-se pelo seu trabalho de cenografista e figurinista em teatro, ópera e bailado.
Desde jovem, viveu em Óbidos e, entretanto, fez o liceu em Coimbra e frequentou, durante dois anos, a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Em 1928, abandonou os estudos para trabalhar na função pública. Mattos Silva foi colocado na Nazaré onde viria a aprender a pintar com John Barber, Barry Green e Hagedorn. Fez uma exposição das suas obras no I Salão dos Independentes, em 1930.
Seis anos mais tarde, regressou a Lisboa, mas Óbidos e Nazaré continuaram ser a sua fonte principal de inspiração. Trabalhou pela primeira vez para o teatro, ao fazer cenários e figurinos para a peça Tá-Mar, em cena no Teatro D. Maria II. Daí para a frente fez esse tipo de trabalho para mais de cem peças, entre teatro, ópera e bailado. Chegou a ser diretor de cena do Teatro São Carlos. Paralelamente continuou a pintar e participou em diversas exposições coletivas, assim como colaborou na revista Presença, dirigida por José Régio, entre outras. Como grafista trabalhou diversas vezes para o Estado.
Abílio Mattos Silva foi assistente da FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho), antecessora do INATEL, entre 1941 e 1951.
Abílio Mattos Silva faleceu um ano depois de conseguir organizar uma mostra temática sobre Óbidos, a sua terra de adoção.
Como referenciar: Abílio Mattos Silva in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-24 19:32:11]. Disponível na Internet: