Abrantes


Aspetos Geográficos
O concelho de Abrantes, do distrito de Santarém, localiza-se na Região Centro (NUT II), no Médio Tejo (NUT III). Está situado na margem direita do rio Tejo, é limitado a norte pelo concelho do Sardoal e pelo concelho de Vila de Rei, sendo este do distrito de Castelo Branco, a oeste pelos concelhos de Tomar, V. N. da Barquinha e Constância, a este pelo concelho de Gavião do distrito de Portalegre, a sudoeste pelo concelho de Chamusca e a sudeste pelo concelho de Ponte de Sor do distrito de Portalegre. A poucos quilómetros a oeste do concelho encontram-se as Serras d´Aire e Candeeiros.
No total, abrange uma área de cerca de 715,3 km2 e é constituído por 19 freguesias: Aldeia do Mato, Alferrarede, Alvega, Bemposta, Carvalhal, Concavada, Fontes, Martinchel, Mouriscas, Pego, Rio de Moinhos, Rossio ao Sul do Tejo, São Facundo, São João Batista, São Miguel de Rio Torto, São Vicente, Souto, Tramagal e Vale das Mós. Em 2005, o concelho apresentava 41 560 habitantes.
O natural ou habitante de Abrantes denomina-se abrantino.

História e Monumentos
Abrantes é conhecida como a Cidade Florida (1916), graças ao grande Mestre Jardineiro Simão António Vieira, que, com todo o seu talento e arte, foi desenvolvendo os jardins da cidade. A população orgulha-se deste título e trabalhou, desde essa altura, para o manter, sendo compensada em 1996 com o 1.º Prémio Nacional no Conselho Europeu das Cidades Floridas e o 3.º lugar a nível europeu.
Abrantes foi conquistada aos Mouros em 1148, recebeu foral em 1179 e a categoria de cidade em 1916.
O concelho é provido de um rico e remoto património histórico e arquitetónico, como a Fortaleza de Abrantes, da época medieval, e o Centro Histórico de Abrantes, com casas típicas com varandas de ferro forjado. No castelo, os principais focos de interesse são as ruínas da casa do Governador e da Igreja de Santa Maria, panteão dos Almeidas, mais conhecido por Museu de D. Lopo de Almeida.
Do ponto de vista religioso, encontram-se várias igrejas no concelho, salientando-se a Igreja de S. Vicente (1148), fundada por D. Afonso Henriques; a Igreja de S. João Batista (1300), mandada construir pela Rainha Santa Isabel; a Igreja da Misericórdia de Abrantes (1548); a Igreja de Santa Maria do Castelo (séc. XII) e o Convento de S. Domingos (séc. XVI).
Existe também a Galeria de Arte ou Biblioteca Municipal António Botto, a Torre de Menagem (1303; D. Dinis), a Casa da Câmara (séc. XVIII), o Museu da Cidade, onde podem ser apreciados livros, pergaminhos, imagens de madeira e pedra, talha, gravuras, iluminuras, azulejos e tecidos.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Todos os anos se realizam as feiras anuais de S. Matias, em fevereiro, e a de Artesanato, em maio.
As Festas da Cidade decorrem de 12 a 18 de julho, sendo o maior acontecimento cultural e recreativo do concelho. Estas festas caracterizam-se por um elevado número de espetáculos e eventos: a Festa da Flor e a Feira de Artesanato são organizadas com material de vários países do mundo. O Culto da Flor é alvo de grandes festejos com concursos de jardins e toda a cidade é vestida a rigor: muros, janelas e varandas são enfeitadas com flores.
A nível de artesanato são elaborados trabalhos de olaria, latoaria, empalhados e teares.
O Feriado Municipal é no dia 14 de junho.

Economia
A maior parte da população encontra-se empregada no setor terciário, mais propriamente ligado ao turismo.
Do setor secundário destacam-se as indústrias alimentares, da madeira e da cortiça e o fabrico de peças metálicas, de máquinas, de equipamentos, de material de transporte e de construções. As indústrias de produtos minerais não metálicos, têxteis e químicas são de menor importância no concelho.
A população agrícola é pouco significativa, sendo de realçar a produção de flores. Predominam também os olivais e a produção de mel. A maior parte das explorações agrícolas não excedem os 5 hectares e denota-se um forte vínculo da população agrícola às suas terras. Predominam, então, as hortas familiares, em que os agricultores trabalham em tempo parcial, complementando esta atividade com outras atividades ligadas à indústria ou ao comércio (pluriatividade), uma vez que a agricultura, por si só, não lhes garante a subsistência.
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