Acordo de Helsínquia

Este tratado integra-se no ambiente que se seguiu a um período de confronto verbal e político entre as duas superpotências e seus aliados ("Guerra Fria") e a que se deu o nome de "coexistência pacífica". A partir da chegada ao poder de Kennedy e de Krutchev nos Estados Unidos e na União Soviética, respetivamente, há uma alteração significativa na política dos dois países mais poderosos do Mundo. Com eles, inaugurou-se um novo tipo de relacionamento internacional, aprovou-se uma política de diálogo e aproximação que culminou na assinatura de vários tratados e acordos tendo em vista o fim da corrida aos armamentos e o controlo da proliferação das armas nucleares; ou seja, com esta aproximação tentou-se pôr fim ao chamado "equilíbrio pelo terror". Entre esses acordos internacionais destacaram-se: o Tratado de Moscovo (1963), que limitou as experiências nucleares; o Tratado do Espaço Exterior (1967), que impedia a proliferação de armas na órbita terrestre; o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (1968), que definia a proibição da colocação de armas nucleares noutros países; e o Tratado SALT I (1972), que dava início ao controlo recíproco dos mísseis nucleares. A "coexistência pacífica" entre os dois blocos antagónicos não só permitiu a contenção de um eventual conflito nuclear, como tornou possível reunir esforços para promover a cooperação internacional. Este processo culminou com a aprovação da Declaração de Helsínquia em 1975. Trata-se de uma declaração de princípio cujo resultado final (que também deu o nome a este acordo), a Ata Final de Helsínquia, assinada em Estocolmo por 35 países (Estados Unidos, Canadá e todos os países europeus com exceção da Albânia) previa condições de controlo recíproco dos armamentos e, ao mesmo tempo, lançava as bases e esboçava os moldes de uma futura cooperação internacional.
Como referenciar: Acordo de Helsínquia in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-21 16:08:58]. Disponível na Internet: