actinídeos

Entre o elemento químico actínio (Ac), com número atómico 89, e o elemento químico unnilquádio (Rf), com número atómico 104, são, tal como no grupo dos lantanídeos, 14 os metais de transição que, na tabela periódica, se colocam fora da ordem habitual, indicando-se separadamente. Denominam-se actinídeos.
O grupo dos actinídeos é constituído pelo tório (Th), protactínio (Pa), urânio (U), neptúnio (Np), plutónio (Pu), amerício (Am), cúrio (Cm), berquélio (Bk), califórnio (Cf), einsteinio (Es), férmio (Fm), mendelévio (Md), nobélio (No) e laurêncio (Lr).
Os dez elementos químicos, a seguir ao urânio a antes do laurêncio, são radioativos (tal como os outros do grupo dos actinídeos) e obtêm-se artificialmente. São denominados de elementos transuranídeos. As duas camadas eletrónicas exteriores dos actinídeos estão estruturadas igualmente, de modo que as diferenças residem apenas no número de eletrões da terceira camada desde o exterior, pelo que, em grande parte, têm o mesmo comportamento químico.
O elemento mais conhecido deste grupo é o urânio (U). Na Natureza encontra-se em vários compostos minerais, como por exemplo, na uraninite (UO2). É muito radioativo e usa-se nos reatores e bombas nucleares.
Outro elemento de longa vida que se apresenta na Natureza é o tório (Th). Existem grandes reservas deste elemento, o que é importante, dado que também pode ser usado como combustível para os reatores nucleares.
Dos elementos produzidos artificialmente por reações nucleares, o mais importante é o plutónio (Pu). Tem uma vida longa e encontra-se também, isoladamente, na Natureza junto com minérios de urânio.
Além deste, existem muitos elementos artificiais, fortemente radioativos e com uma vida média muito curta. Estes elementos só podem ser obtidos no laboratório. Alguns destes elementos foram batizados com nomes do continente Americano (amerício), do grande físico Enrico Fermi (férmio) e do criador do conhecido prémio, Alfred Nobel (nobélio).
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