Afonso Africano: poema heroico da presa de Arzila e Tânger
Afonso Africano: poema heroico da presa de Arzila e Tânger, texto épico, tido como a obra mais importante de Vasco Mouzinho de Quevedo Castel-Branco, foi editado em Lisboa, no ano de 1611, e é considerado como um dos melhores do género depois de Os Lusíadas.
Esta obra assinala uma mudança estilística e ideológica. Embora ainda influenciado por Camões, nomeadamente a nível formal, Vasco Mouzinho de Quevedo abandona as figuras históricas e recorre à alegorização da ação em termos moralistas e religiosos.
D. Afonso V é o Varão Forte que conquista, em Arzila, a Cidade da sua própria alma, forçando cinco portas, que são os Cinco Sentidos, mediante a luta entre cavaleiros cristãos e mouros, cujos símbolos heráldicos representam outras tantas virtudes ou vícios opostos.
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