Aker

Era no Egito o deus do mundo subterrâneo, onde se juntavam os horizontes do Este e do Oeste. Esta junção dá-se quando o barco de Rê atravessa durante a noite a distância entre o Oeste e o Este, zona perigosa.
Era ele que abria os portões da terra para que o rei passasse para os seus domínios. Tinha propriedades curativas, conseguindo absorver o veneno inoculado pelas serpentes e neutralizava o veneno pelo umbigo a quem tivesse engolido uma mosca. Depois de Ísis despedaçar a serpente maléfica Apopis, ele recolheu as porções para que não se pudesse reconstituir.
O Livro de Aker, refeito a partir de fragmentos de pinturas tumulares das pirâmides de Pedamenopet, Ramsés VI e dos papiros dos sacerdotes de Amon da XXI Dinastia, relata a viagem do Sol de Oeste para Este.
Tal como certos deuses pré-colombianos (Chac e Tlaloc), este deus tinha a propriedade de se subdividir em vários seres (maléficos, neste caso), denominados deuses-terra ou Akeru, existentes na mitologia egípcia desde tempos muito recuados.
Costumava-se representar este deus com duas cabeças, cada uma a olhar para uma direção. Estas cabeças podiam ser também de leão.
Como referenciar: Porto Editora – Aker na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-07 09:21:36]. Disponível em