Alagoas

O estado de Alagoas fica na região Nordeste do Brasil. Faz fronteira com os estados de Pernambuco a norte e nordeste, a sul com o estado de Sergipe e a sudoeste, numa pequena área fronteiriça, com o estado da Baía. O rio São Francisco que desagua em Alagoas delimita a zona sul do estado com o Sergipe. A capital do estado de Alagoas é Maceió. Tem uma superfície de 27 767 km2 de superfície, e é o segundo mais pequeno estado do Brasil só ultrapassado pelo Sergipe. Tem uma população de 3 050 652 habitantes, segundo o censo de 2006 e uma densidade de 109,86 hab/km2. A esperança média de vida é de 65,5 anos, a mais baixa verificada no país. O nome do estado deriva das inúmeras lagoas provocadas pelas marés, que podem inundar até 15 km para o interior, a partir da costa perto de Maceió.
A costa, com o seu areal decorado de coqueiros e inúmeras lagoas não vai além dos 100 metros de extensão terminando num trecho de colinas baixas e verdes Para o interior ficam os planaltos cortados por vales pouco profundos, mas que recebem água suficiente para a prática da agricultura. A cana-de-açúcar, a principal cultura de Alagoas, domina a paisagem, embora ainda subsistam trechos da mata atlântica que outrora cobriam a região e que foram dando lugar à cana. Caminhando ainda mais para o interior fica a zona do agreste com a típica paisagem semiárida da região nordestina do Brasil. Mais elevado do que os planaltos costeiros, a altitude nesta zona de Alagoas varia entre os 300 e os 800 metros de altitude. A vegetação é composta por arbustos espinhosos, muitas vezes tóxicos, constituindo a catinga. A gente e a terra do sertão ficaram imortalizadas no folclore da região. Durante os três primeiros séculos da história do Brasil, Alagoas fazia parte da capitania de Pernambuco, tornando-se independente apenas em 1817, como retaliação da Revolução Pernambucana. D. João IV ordenou, deste modo que parte da região sul de Pernambuco passasse a fazer parte da capitania da Bahia. O restante território passou a ser o estado independente de Alagoas.
A colonização do século XVI começou lentamente. Escravos africanos dinamizaram a economia e no século XVI e XVII, piratas franceses invadiram o território em busca do pau-brasil. Duarte Coelho, governador de Pernambuco retomou as terras para Portugal incorporando-as na sua capitania. Fundou as cidades de Alagoas e Penedo e incentivou a cultura da cana do açúcar nos territórios mais a norte, onde se criaram vários engenhos. Em 1630, o território de Alagoas foi tomado pelos holandeses. Nesta época a região prosperou graças à cana-de-açúcar. Foi nesta ocasião, que nasceu o Quilombo dos Palmares, que durante 65 anos resistiu às investidas dos fazendeiros contra os escravos que aí se refugiaram. Acabou sendo destruído em 1694. Em 1822, por altura da independência do Brasil, Alagoas cultivava, para além da cana, algodão, tabaco e milho. Foi elevada a Província em 1839 quando a capital passou para Maceió, um porto que ganhava cada vez mais relevo na economia da região.
A extração do petróleo é uma das atividades industriais desenvolvidas no estado de Alagoas. A agricultura forma a base da economia de Alagoas com destaque para as culturas da cana e do tabaco e o açúcar que alimenta a indústria do álcool. Nos últimos tempos o turismo revelou-se uma fonte de rendimento, com a exploração das praias costeiras, sobretudo para norte de Maceió.
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