Albert Hofmann
Químico suíço, Albert Hofmann nasceu a 11 de janeiro de 1906, em Baden. Formou-se em Química em 1929, pela Universidade de Zurique, e alguns anos depois completou o seu doutoramento na mesma área. Trabalhou na Sandoz Pharmaceuticals, onde desenvolveu o seu trabalho de investigação química.
O estudo das propriedades medicinais das plantas acabou por levá-lo ao estudo de um fungo que se formava no centeio. As suas pesquisas levaram a novas descobertas e, em 1938, Hofmann sintetizou a dietilamida do ácido lisérgico, mais conhecida por LSD (lysergic acid diethylamide). Hofmann interessou-se pela LSD, pois acreditava que a substância poderia ser útil enquanto estimulante respiratório e da circulação. No entanto, quando testada em animais, não se observaram quaisquer efeitos relevantes para além de alguns sinais de agitação. Por isso, a substância foi descartada por ser considerada irrelevante.
Cinco anos mais tarde, em 1943, Hofmann decidiu voltar a sintetizar a LSD e relatou que sensações invulgares, como uma extraordinária agitação e tonturas, se apoderaram dele na fase final do processo. Depois disto, Hofmann foi para casa e afirmou ter mergulhado num estado semelhante ao de uma intoxicação, que não era desagradável, e que se caracterizava por um extraordinário estímulo imaginativo, pela perceção de imagens fantásticas, formas extraordinárias e cores caleidoscópicas. Estes sintomas desapareceram duas horas depois.
Hofmann concluiu que respirara ou ingerira algo do laboratório por acidente e partiu do princípio que teria sido a LSD. Para comprovar se tinha ou não razão, no dia seguinte ingeriu um comprimido dessa substância. Quarenta minutos depois, começou a sentir tonturas, ansiedade, distorções de visão e vontade de rir. A isto juntaram-se sintomas de incapacidade de locomoção e de perceção distorcida da realidade.
O presidente da Sandoz Pharmaceuticals quis obter lucros com a descoberta de Hofmann e começou a enviar amostras da LSD a psiquiatras. Em 1965, a substância ganhou fama de ser a resposta para a cura de dependência do álcool e de droga ou de doenças mentais. Esta promoção da LSD, juntamente com o seu baixo preço, tornaram-na numa droga recreativa usada pelos jovens daquela época. O seu consumo desregrado e abusivo originou diversos acidentes (ataques de pânico e mortes causadas devido a estados de alucinação) e, em resposta a isto, vários governos mundiais baniram a LSD do mercado. Hofmann ficou desolado com esta decisão e defendeu sempre a utilidade da substância. Acreditava que tinha sido injustamente tratada devido ao mau uso que foi feito dela, e considerava que poderia ser essencial para estudar o funcionamento da mente humana e tratar doenças como a esquizofrenia.
Depois de se ter reformado, Hofmann foi membro do Comité do Prémio Nobel. Foi também membro da International Society of Plant Research e da American Society of Pharmacognosy. Morreu a 30 de abril de 2008, em Basileia, com 102 anos, vítima de ataque cardíaco.
O estudo das propriedades medicinais das plantas acabou por levá-lo ao estudo de um fungo que se formava no centeio. As suas pesquisas levaram a novas descobertas e, em 1938, Hofmann sintetizou a dietilamida do ácido lisérgico, mais conhecida por LSD (lysergic acid diethylamide). Hofmann interessou-se pela LSD, pois acreditava que a substância poderia ser útil enquanto estimulante respiratório e da circulação. No entanto, quando testada em animais, não se observaram quaisquer efeitos relevantes para além de alguns sinais de agitação. Por isso, a substância foi descartada por ser considerada irrelevante.
Cinco anos mais tarde, em 1943, Hofmann decidiu voltar a sintetizar a LSD e relatou que sensações invulgares, como uma extraordinária agitação e tonturas, se apoderaram dele na fase final do processo. Depois disto, Hofmann foi para casa e afirmou ter mergulhado num estado semelhante ao de uma intoxicação, que não era desagradável, e que se caracterizava por um extraordinário estímulo imaginativo, pela perceção de imagens fantásticas, formas extraordinárias e cores caleidoscópicas. Estes sintomas desapareceram duas horas depois.
Hofmann concluiu que respirara ou ingerira algo do laboratório por acidente e partiu do princípio que teria sido a LSD. Para comprovar se tinha ou não razão, no dia seguinte ingeriu um comprimido dessa substância. Quarenta minutos depois, começou a sentir tonturas, ansiedade, distorções de visão e vontade de rir. A isto juntaram-se sintomas de incapacidade de locomoção e de perceção distorcida da realidade.
O presidente da Sandoz Pharmaceuticals quis obter lucros com a descoberta de Hofmann e começou a enviar amostras da LSD a psiquiatras. Em 1965, a substância ganhou fama de ser a resposta para a cura de dependência do álcool e de droga ou de doenças mentais. Esta promoção da LSD, juntamente com o seu baixo preço, tornaram-na numa droga recreativa usada pelos jovens daquela época. O seu consumo desregrado e abusivo originou diversos acidentes (ataques de pânico e mortes causadas devido a estados de alucinação) e, em resposta a isto, vários governos mundiais baniram a LSD do mercado. Hofmann ficou desolado com esta decisão e defendeu sempre a utilidade da substância. Acreditava que tinha sido injustamente tratada devido ao mau uso que foi feito dela, e considerava que poderia ser essencial para estudar o funcionamento da mente humana e tratar doenças como a esquizofrenia.
Depois de se ter reformado, Hofmann foi membro do Comité do Prémio Nobel. Foi também membro da International Society of Plant Research e da American Society of Pharmacognosy. Morreu a 30 de abril de 2008, em Basileia, com 102 anos, vítima de ataque cardíaco.
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Como referenciar
Albert Hofmann na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$albert-hofmann [visualizado em 2026-06-10 00:40:25].
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