Alberto Ferreira

Ficcionista e investigador. Começou a sua atividade profissional como regente agrícola. Depois de se formar em Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário, passando, a partir de 1977, a lecionar no ensino universitário a disciplina de Cultura Portuguesa. Co-dirigiu, entre 1960 e 1971, a revista e a editora Seara Nova; colaborou em diversas publicações periódicas, nomeadamente Vértice, Diário de Lisboa e Comércio do Porto. Entre 1965 e 1970, editou, em quatro volumes, com a colaboração de Maria José Marinho, a totalidade dos textos que integraram a Questão Coimbrã. No âmbito do ensaio literário, destaca-se, entre outros títulos, a publicação de Perspetiva do Romantismo Português, obra onde defende a tese de que existiram dois romantismos paralelos, um de origem iluminista e outro de fundamento sentimental, sobre os quais se inscreveu, a partir de 1848, o romantismo social da terceira geração romântica. Além de estudos sobre a cultura romântica e sobre a Geração de 70, organizou a edição, em três volumes, de uma Antologia de Textos Pedagógicos do Século XIX; traduziu e prefaciou as obras de Descartes, Pascal, Rousseau, Kierkegaard e Georges Gurvitch. No domínio da ficção, os dois livros que publicou, Diário de Édipo e Crise, operaram uma interseção inovadora, à data da sua publicação, entre ficção, reflexão doutrinária e filosófica, ensaio e memória.
Como referenciar: Alberto Ferreira in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-07-16 01:22:12]. Disponível na Internet: