Aleksandr Solzhenitsyn

Escritor russo, Aleksandr Isaevich Solzhenitsyn - por vezes escrito Alexander Soljenitsine ou Alexandre Soljenitsyne - nasceu em Kislovodsk, no Cáucaso, a 11 de novembro de 1918, e faleceu a 3 de agosto de 2008, em Moscovo. Órfão de pai - que morreu na guerra antes de Aleksandr nascer -, mudou-se com a mãe, aos seis anos de idade, para Rostov, onde viria a estudar Matemática.
Participou na Segunda Guerra Mundial contra o Terceiro Reich e foi, como militar de artilharia, várias vezes condecorado. No entanto, uma carta dirigida a um amigo, em que expressava as suas opiniões sobre Estaline, levá-lo-ia à prisão, tendo sido condenado a trabalhos forçados. Foi libertado em 1953 e exilado para a Ásia Central. Em 1962 publicou Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, um depoimento sobre o sistema prisional. O Primeiro Círculo e O Pavilhão dos Cancerosos, editados em 1968 no estrangeiro, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional.
Agosto 14 corresponde ao início de uma vasta obra de natureza histórica. Em 1970 foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, mas receando que lhe interditassem o retorno ao país, não foi recebê-lo a Estocolmo. Pouco depois da publicação de O Arquipélago de Gulag em Paris, em 1974, foi preso, julgado por traição e, novamente, condenado ao exílio. Instalou-se nos Estados Unidos, prosseguindo a sua obra literária e procurando reunir os dissidentes na sua luta contra o sistema vigente na URSS. Em setembro de 1991 foi por fim ilibado da acusação de traição pelo governo soviético e, em julho de 1994, voltou à Rússia.
Escritor de inspiração católica, a libertação interior do homem foi o tema central da sua obra e a razão da sua luta.
Como referenciar: Aleksandr Solzhenitsyn in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-10-20 10:02:24]. Disponível na Internet: