Alexandre II

Alexandre II Nicolaevitch (1818-1881) tornou-se czar da Rússia à morte de seu pai, o czar Nicolau I, em 1855. Um ano depois de assumir a direção da Rússia Imperial, pôs termo à guerra na Crimeia e apostou numa política de extermínio dos seus inimigos. Para tal, submeteu os turcos otomanos entre 1866 e 1881, alargando as fronteiras da Rússia e dominando os povos do Caúcaso. O partido pan-eslavista arrastou Alexandre II para a guerra entre os russos e os turcos, travada entre 1877 e 1878.
Relativamente à política interna o seu governo caracterizou-se pela introdução de profundas reformas na estrutura da nação russa. Ordenou a reorganização do exército e a reestruturação da administração interna. Em 1858 lançou uma medida bastante controversa que atingiu cerca de 23 milhões de russos, a libertação dos servos do Império, concedendo-lhes a oportunidade de comprar terras aos antigos senhores feudais, mediante o recurso a empréstimos. Também foi o introdutor da abolição das punições corporais.
Alexandre II morreu em 13 de março de 1881, após diversos atentados fracassados. O atentado letal foi perpetrado por um membro de um grupo revolucionário intitulado A Vontade do Povo, que atirou uma bomba para a sua carruagem. Sucedeu-lhe o seu filho, Alexandre III, que foi czar de 1881 a 1894.
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