Alexandre V

Papa grego, nascido em Creta, chamava-se Pedro Philarghi e era originário de uma família modesta. Tornou-se frade franciscano, tendo estudado nas cidades de Pádua, Oxford e Norwich. Foi professor da cátedra de Sentenças de Pedro Lombardo e no ano de 1381 foi-lhe dado o título de doutor na Universidade de Paris. Deslocou-se posteriormente para Pavia, tendo sido bispo de Vincenza, Piacenza e Novara, até obter o cargo de arcebispo de Milão em 1402. Foi igualmente legado papal (de Inocêncio VII) na Lombardia, sendo já cardeal.
Este franciscano foi eleito papa em 29 de junho de 1409 (governando a Igreja até 3 de maio de 1410), em pleno Concílio de Pisa, que se realizou entre quinze de março de 1409 e sete de agosto desse mesmo ano. A sua nomeação surgiu na sequência da deposição feita pelos participantes neste Concílio dos papas Gregório XII e Bento XIII, uma vez que estes não quiseram abdicar e foram então acusados de prejudicar a estabilidade da Igreja com o cisma entre Avinhão e Roma. Pedro Philarghi tinha estado inicialmente junto a Gregório XII, tendo-se juntado aos cardeais que depois o abandonaram para realizar o concílio em Pisa, com o intuito de finalmente resolver o problema que estava a afetar tão gravemente toda a Cristandade. Neste contexto, logo na primeira sessão, Philarghi defendeu a legitimidade dos cardeais em convocar um concílio, ato que até a essa data era privilégio único dos pontífices.
A vida virtuosa do franciscano levou à sua eleição, por sugestão de Baldassare Cossa (que seria o papa João XXIII). Contudo, assim que se sentou no trono papal, Alexandre V tomou medidas de nepotismo. Além destas também legitimou o Concílio, essencial para que mais tarde não pudesse ser posto em causa, assim como o direito da casa francesa de Anjou à cidade de Nápoles, controlada pelo rei Ladislau. Este, que foi também excomungado, era o principal aliado do papa Gregório XII.
Alexandre V residiu em Bolonha desde a sua nomeação até à data da sua morte, em 1410.
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