alfarrobeira

Designação de plantas arbóreas ou arbustivas da família das Leguminosas e do género Ceratonia. A alfarrobeira, Ceratonia siliqua, é em geral uma árvore que pode atingir os dez metros de altura.
A alfarrobeira é originária da região mediterrânica ocidental, estendendo-se desde os confins do Sara até à Ásia Ocidental.
Caracteriza-se por ter folhas parapinuladas com um comprimento variável entre os dez e vinte centímetros, formadas por seis a dez folíolos ovados, inteiros, coriáceos. A página superior é de cor verde escura brilhante. Floresce entre agosto e outubro, com distribuição monoica. As flores são pequenas e esverdeadas, reúnem-se em amentilhos eretos que se agrupam nos ramos velhos. O fruto é uma vagem indeiscente e polposa com um comprimento variável entre os dez e vinte e sete centímetros. São de cor parda escura e soltam-se quando maduras.
A alfarrobeira encontra-se na região Mediterrânica como planta cultivada desde tempos antigos.
Habitam as florestas resistentes de caducifólias, as zonas secas e pedregosas dos solos calcários.
Na Europa Central não resiste aos frios invernosos. Em Portugal é cultivada sobretudo no Algarve onde se distinguem desde tempos imemoráveis quatro formas de alfarrobeiras: a mulata, de burro, canela e galhosa, sendo a primeira a mais frequente.
A alfarrobeira é uma das plantas características do Mediterrâneo. Os seus frutos são vagens (alfarrobas), são ricos em açúcar, amido e proteínas, são comestíveis e permanecem fechados depois de maduros. As sementes, castanhas escuras, grossas e duras, em tempos passados, foram usadas como medidas de peso (carate) pelos ourives.
Os frutos amadurecem no ano seguinte ao da floração e a sua presença pode coincidir com a floração do ano seguinte. Os frutos (alfarrobas) são comestíveis tanto pelos humanos como pelo gado. Das sementes obtém-se uma farinha que se utiliza no fabrico de gelados. O óleo extraído das sementes da alfarrobeira é utilizado na indústria cosmética.
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