Almada


Aspetos Geográficos
O concelho de Almada, do distrito de Setúbal, localiza-se na Região de Lisboa (NUT II) e na Península de Setúbal (NUT III), ocupa uma área de 70,1 km2 e abrange 11 freguesias: Almada, Caparica, Costa da Caparica, Cova da Piedade, Trafaria, Cacilhas, Pragal, Sobreda, Charneca da Caparica, Laranjeiro e Feijó.
O concelho apresentava, em 2005, um total de 164 844 habitantes. O natural ou habitante de Almada denomina-se almadense.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo rio Tejo, a oeste pelo oceano Atlântico, a sul pelo concelho de Sesimbra e a este pelo do Seixal.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o verão, em que a temperatura média ronda os 29 °C. No inverno, as temperaturas são amenas.
A sua morfologia é bastante plana, destacando-se somente o Cristo-Rei (112 m) e Raposo (125 m) como elevações de maior altitude.
Como recursos hídricos, possui a foz do Rego, o rio Tejo e o estuário do Tejo. A proximidade do oceano Atlântico proporciona excelentes praias, como a da Fonte da Telha e a praia da Costa da Caparica.
As terras deste concelho fazem parte da Área de Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, uma área sobranceira às chamadas "Terras da Costa", estendendo-se quase até à lagoa de Albufeira. As belas formas de erosão, as características geológicas e a extensão tornam a arriba fóssil da Costa da Caparica ímpar no nosso país. Possui fauna e flora muito importantes. Contudo, a presença humana excessiva, sobretudo na época estival, compromete o equilíbrio ecológico.

História e Monumentos
Almada era uma vila árabe quando foi conquistada, por D. Afonso Henriques em 1147, aquando da conquista de Lisboa.
Recebeu foral por D. Sancho I em 1195.
Foi no reinado de D. Sancho I, nos finais do século XII, que se efetivou o domínio cristão sobre Almada.
Por volta de 1373, D. Fernando mandou construir um novo muro ou cerca, havendo a preocupação com os prazos de construção devido à política militar, resultante das lutas com Castela.
Entre o século XVI e o século XVIII, o crescimento populacional e o desenvolvimento destas terras foram muito lentos. Com o terramoto de 1755, Almada sofreu estragos consideráveis. Nos finais do século XIX, com a construção da estrada Cacilhas-Trafaria e com a abertura, a sul, de um troço inteiramente novo, desde a atual Praça de Gil Vicente até à Rua de Capitão Leitão, dá-se o início da moderna expansão urbana, bem como a passagem da economia agrícola à economia industrial, que passaria a caracterizar a vila e o concelho.
Ao nível do património arquitetónico, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, do século XVI, que subsistiu ao terramoto de 1755 e foi alterada no século XVIII para o estilo barroco, e a Igreja de Santiago, reconstruída no século XVIII e na qual terá sido sepultado Fernão Mendes Pinto.
De salientar, também, o Santuário Nacional de Cristo-Rei, inaugurado a 17 maio de 1959, construído em cumprimento do voto enunciado pelo Episcopado português reunido em Fátima, em 1940, aquando do pedido feito a Deus para que livrasse Portugal do envolvimento na Segunda Guerra Mundial. Situa-se a 109 m de altitude, tem 28 m de comprimento e fica num pórtico com 75 m de altura.

Tradições, Lendas e Curiosidades
Abundam as manifestações populares e culturais no concelho, sendo de destacar a festa de S. João, no dia 24 de junho, que coincide com o feriado municipal, as festas do Monte da Caparica, na última semana de julho e primeira de agosto, as festas da Charneca, na primeira quinzena de julho, e a romaria de Nossa Senhora do Rosário, no último domingo de agosto.
No artesanato, merecem destaque os barcos em miniatura, as miniaturas em madeira e cortiça, os trabalhos de ferro forjado, os sapateiros e a cestaria.
Como personalidades naturais do concelho, Leonor de Mascarenhas (1503-1584), aia de Filipe II de Espanha, e José Elias Garcia (1830-1891), político republicano e grão-mestre da Maçonaria. O escritor Francisco Manuel de Melo esteve onze anos preso na cadeia de Trafaria, no concelho de Almada.

Economia
No concelho predominam as atividades ligadas ao setor terciário, seguindo-se o setor secundário, com as indústrias da construção naval, construção civil, indústrias petrolíferas e têxtil, e o primário, com a agricultura e pescas. Os setores primário e secundário têm uma importância muito próxima na economia do concelho.
Na agricultura predominam os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, culturas hortícolas extensivas, culturas hortícolas intensivas, vinha, prados e pastagens permanentes.
A pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e coelhos.
Cerca de 52 ha do seu território são cobertos de floresta.
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