Alphonsus de Guimaraens

Poeta e jurista brasileiro, Alphonsus de Guimaraens, nome literário de Afonso Henriques da Costa Guimarães, nasceu a 24 de julho de 1870, em Ouro Preto, Minas Gerais (Brasil).
Concluiu os seus estudos em Ouro Preto e matriculou-se, em 1887, em Engenharia. Aos 18 anos, a sua prima e noiva Constança morreu, o que o marcou profundamente.
Em 1891, inscreveu-se no Curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo. Colaborou com a imprensa paulista e contactou com jovens simbolistas. Em 1895, em viagem ao Rio de Janeiro, conheceu o grande simbolista Cruz e Sousa. Após a conclusão do curso em 1895, regressa a Minas Gerais, casa-se em 1897 com Zenaide de Oliveira, de quem teve 14 filhos e é nomeado juiz, na cidade de Mariana, em 1906. Quanto à sua obra literária, Alphonsus de Guimaraens escreveu os livros de poesia Sentenário das Dores de Nossa Senhora (1899), Câmara Ardente (1899), Dona Mística (1899), Kyriale (1902), Pauvre Lyre (1921), Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte (1923) e o livro de prosa Mendigos (1920). A sua obra, influenciada por Verlaine e Mallarmé, é marcada por um lirismo místico, em que Constança, a amada perdida, está sempre presente. Para além do misticismo, a morte e o amor são temáticas essenciais na poesia de Guimaraens. Esta, constituída por uma linguagem simples, cheia de aliterações e sinestesias, apresenta maior sucesso quando é utilizada na forma de soneto.
A 15 de julho de 1921, Alphonsus de Guimaraens, uma das figuras principais do movimento simbolista brasileiro, morreu em Mariana, Minas Gerais.
Numa iniciativa do Ministério da Educação, toda a obra poética de Alphonsus de Guimaraens foi publicada em 1938, numa edição revista e dirigida por Manuel Bandeira.
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