alumínio

O alumínio (Al) é um elemento químico metálico, trivalente, de cor branco-argêntea, duro, forte, protegido por um filme de óxido, que se localiza no grupo 13 e período 3 da Tabela Periódica.
Este possui número atómico 13 e massa atómica 26,981 538.
O alumínio é o metal mais abundante na crusta terrestre, da qual constitui 7,6%. O alumínio foi descoberto em 1825, em Copenhaga, Dinamarca, pelo físico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) e na Alemanha pelo químico Friedrich Woehler (1800-1882).
O nome alumínio deriva do latim alumen que significa alúmen.
O alumínio encontra-se sempre combinado com diversos compostos químicos. De grande importância na Natureza são os feldspatos e as micas, componentes de rochas que formam montanhas inteiras. São exemplos o feldspato de potássio K[AlSi3O8] e a moscovite Kal2[(OH,F2)AlSi3O10]. As argilas, massas plásticas compostas de alumínio, sílica e água, são produto de erosão das rochas que contêm feldspatos. Um exemplo delas é a caolite (Al2O3.2SiO2.2H2O).
O óxido de alumínio puro (Al2O3), também chamado "argila de alumínio", encontra-se na forma de coríndon. Os monocristais de óxido de alumínio, corados pela presença de outros óxidos, têm importância como pedras preciosas. Entre eles encontra-se o rubi (vermelho), a safira (azul), a esmeralda oriental (verde) e o topázio oriental (amarelo).
De grande importância industrial são os enormes jazigos de bauxite, mineral formado por óxidos e hidróxidos de alumínio hidratados.
O alumínio obtém-se por eletrólise de sal fundido. Para a eletrólise podem utilizar-se como produtos de partida o óxido de alumínio, a bauxite ou a argila. Destas matérias-primas é necessário eliminar, primeiro, as impurezas, tais como o óxido de ferro e a sílica.
A eletrólise do óxido de alumínio purificado em fusão realiza-se em recipientes de chapa de ferro, revestidos interiormente com uma camada de carvão que protege o ferro da corrosão e, ao mesmo tempo, serve de ânodo para a eletrólise. Como cátodos usam-se blocos de carvão.
O óxido de alumínio tem um ponto de fusão muito elevado, pelo que se usa para a eletrólise uma mistura de 80% de criolite (Na3AlF6) e 20% de óxido de alumínio. À temperatura a que se efetua a eletrólise, o alumínio é líquido e mais denso de que o eletrólito, pelo que se deposita no fundo do recipiente, de onde se retira e se coloca em moldes de ferro em forma de barras.
O alumínio é resistente à ação atmosférica e ao ataque dos ácidos diluídos graças à formação de uma capa insolúvel de óxido de alumínio sobre a sua superfície, efeito que pode ser reforçado pela anodização. Tem boa condutividade térmica e elétrica e como tal é usado na indústria elétrica e no fabrico de utensílios de cozinha.
Juntando-lhe pequenas quantidades de outros metais, obtêm-se ligas muito resistentes (aladur, duralumínio, bondur, hidronálio, silumin, lantal e mangal) que têm muitas aplicações, nomeadamente na construção naval.
O alumínio é ainda aplicado na construção de automóveis e aviões, assim como em peças de máquinas, condutores elétricos e lâminas.
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