Álvaro do Carvalhal

Com uma curta passagem pela vida, e se excetuarmos o drama O castigo da vingança!, de 1862, um só livro de Contos postumamente publicado, Álvaro do Carvalhal, constitui um caso ímpar na história da literatura portuguesa, onde escasseia o género fantástico.
Nascido a 3 de fevereiro de 1844, em Argeriz, Trás-os-Montes, e falecido a 14 de março de 1868, em Coimbra, faz os estudos de Humanidades em Braga, onde começa a publicar poemas e prosas nos periódicos locais, e inicia a composição dos seus primeiros "romances", designação que sempre utilizará para falar dos seus contos. Matricula-se em Coimbra, frequentando o curso de Direito ao mesmo tempo que os homens que viriam a formar a chamada Geração de 70. Convive, sobretudo, com José Simões Dias, seu grande amigo, João Penha e o grupo ligado à revista A Folha. Intervém na Questão Coimbrã com um artigo, "Suicídio - vem a pelo o Poema da Mocidade e o seu autor", onde ataca Pinheiro Chagas. Em Coimbra, é-lhe comunicada a doença grave de que sofria, um aneurisma. Angustiado e ciente do pouco tempo de vida que lhe resta, apressa-se a organizar a edição dos seus contos, que no entanto não conseguirá rever por completo, e será postumamente apresentada por José Simões Dias. Morre com 24 anos, enquanto frequentava o quarto ano do curso de Direito.
Como referenciar: Álvaro do Carvalhal in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-01-19 17:05:49]. Disponível na Internet: