América do Sul

Abrange uma área de 17 814 000 km2, o que corresponde a 12,5% da superfície continental da Terra. Estende-se por 7600 km, desde o extremo norte da Colômbia até à Terra do Fogo (Chile). Encontra-se limitado pelo mar das Caraíbas, a norte; pelo oceano Atlântico, a nordeste; a leste e a sudeste, e pelo oceano Pacífico, a oeste. A separação entre a América do Sul e a América Central corresponde à fronteira entre o Panamá e a Colômbia, no Istmo do Panamá. A população é de 346 504 000 habitantes (2000). Na costa ocidental localiza-se, de norte para sul e paralelamente à costa, a cordilheira dos Andes, numa zona vulcanicamente ativa onde os sismos e vulcões são frequentes; a norte encontram-se a grande planície do Amazonas, o planalto das Guianas e do Mato Grosso.
A América do Sul, por efeito da sua extensão em latitude e da influência exercida pela cordilheira dos Andes, apresenta climas quentes, temperados e frios. Os climas quentes, nas suas variantes equatorial e tropical, abrangem a maior parte do continente. Na bacia do Amazonas, o clima é equatorial, com elevadas temperaturas e precipitações ao longo de todo o ano. O clima tropical corresponde ao litoral do mar das Caraíbas e a parte das Terras Altas do Brasil. No domínio dos climas temperados, o clima subtropical húmido inclui o litoral do Sudeste do Brasil, ao passo que na fachada do Pacífico e a uma latitude semelhante, o clima é temperado mediterrânico. O clima desértico tem no deserto de Atacama, no Chile, o melhor exemplo da aridez extrema, considerado o local mais seco do Mundo. Na secção meridional do continente, o clima torna-se progressivamente mais agreste, com invernos particularmente rigorosos. Por sua vez, as baixas temperaturas e a aridez caracterizam as regiões de alta montanha da cordilheira dos Andes.
O continente possui reservas abundantes de vários minerais. Os depósitos de ferro do Brasil e da Venezuela representam 1/8 da produção mundial. O Chile e o Peru extraem cerca de 1/4 da produção mundial de cobre, enquanto o estanho é encontrado em maiores quantidades na Bolívia e na bacia ocidental do Amazonas brasileiro. Ao longo de todo o continente, é possível encontrar depósitos significativos de nióbio, molibdénio, bauxite, chumbo e zinco. As reservas de petróleo e de gás natural mais importantes situam-se na Venezuela. Aproximadamente 7% do solo é arável. Nos Andes bolivianos e peruanos e em algumas zonas do Equador e da Colômbia, a agricultura é de subsistência e abrange as culturas do feijão, do milho e da batata. Nas terras baixas tropicais do Brasil, do Paraguai, do Peru, da Colômbia e da Venezuela, existe a produção comercial de bananas, citrinos, vegetais, mandioca, feijão, arroz, açúcar, cacau e café. Devido a uma má utilização dos solos, a maior parte dos países é deficitária em termos alimentares.
O Brasil lidera economicamente a América do Sul, seguido da Argentina, da Venezuela, da Colômbia e do Chile. A industrialização encontra-se bastante desenvolvida no Brasil, na Argentina e no Uruguai, que produzem ferro, aço, petróleo refinado e automóveis. Grande parte dos países sul-americanos tem um mercado livre, embora continue a existir uma taxa de pobreza extremamente elevada e um número muito reduzido de famílias prósperas.
Em 1948, foi criada a Organização dos Estados Americanos (OEA) e, em 1960, o Tratado de Montevideu estabeleceu a Associação Latino-Americana de Comércio Livre (LAFTA), em que a Argentina, o Brasil, o Chile, o México, o Paraguai, o Peru e o Uruguai foram signatários. Em 1982, essa entidade deu lugar à Associação Latino-Americana de Integração.
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