Anacephaleoses da Monarquia Lusitana
Este poema épico da autoria de Manuel Bocarro Francês, publicado em 1624, é formado por quatro partes, das quais apenas a primeira foi editada, com 131 oitavas heroicas. Esta intitulava-se Estado Astrológico, a que se seguiram, embora não editadas, as anacephaleoses Estádio Régio, que assinala todos os reis de Portugal desde o Conde D. Henrique até Filipe, que então governava, sendo dedicada a D. Diogo da Silva e Mendonça Marques de Alenquer; a anacephaleose Estado Titular, que especifica os títulos que compõem a monarquia portuguesa com uma breve narração das terras sujeitas a Portugal e é dedicada a Fernão Martins Mascarenhas, inquisidor-geral; e, por último, a anacephaleose Estado Político, que relata os ilustres varões de Portugal e é dedicada ao Duque de Bragança D. Teodósio.
No templo da Honra, onde está D. Teodósio, duque de Bragança, uma ninfa oferece o escudo português que o duque entrega a seu filho, o futuro D. João IV, num gesto que as palavras da ninfa esclarecem: "Eis restaurado o reino lusitano! O tempo se acelera breve e perto". Inserida neste espírito, esta obra reclama para Portugal o destino da última e mais poderosa monarquia do mundo, tecendo-se de inúmeras referências astrológicas e cabalísticas, que algumas linhas do renascimento e humanismo tinham posto em voga. O argumento toca ainda com brevidade, no final da obra, o tema da pedra filosofal.
No templo da Honra, onde está D. Teodósio, duque de Bragança, uma ninfa oferece o escudo português que o duque entrega a seu filho, o futuro D. João IV, num gesto que as palavras da ninfa esclarecem: "Eis restaurado o reino lusitano! O tempo se acelera breve e perto". Inserida neste espírito, esta obra reclama para Portugal o destino da última e mais poderosa monarquia do mundo, tecendo-se de inúmeras referências astrológicas e cabalísticas, que algumas linhas do renascimento e humanismo tinham posto em voga. O argumento toca ainda com brevidade, no final da obra, o tema da pedra filosofal.
Partilhar
Como referenciar
Anacephaleoses da Monarquia Lusitana na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$anacephaleoses-da-monarquia-lusitana [visualizado em 2026-08-04 01:51:24].
Outros artigos
-
AlenquerAspetos Geográficos O concelho de Alenquer, do distrito de Lisboa, localiza-se na Região do Centro (...
-
D. DiogoNascido cerca de 1461, foi 3.º duque de Beja (após a morte do seu irmão D. João) e 4.º duque de Vise...
-
FilipeAntipapa de Estêvão III (IV), foi eleito à revelia da eleição deste, corria o ano de 768. De origem ...
-
Transfigurações (1878-1882)Coletânea de poesias que António Feijó considera representativas das "fases percorridas na evolução
-
Espírito Gentil (1888)Coletânea de poesias, dividida em três partes, numa estruturação que de certa forma traduz diferente
-
Notas do Exílio (1891-1893)Volume que recolhe as reflexões resultantes do exílio de dois anos pela Espanha, França e Holanda, a
-
Poesia 1949-1958Volume que reedita os livros Mesa da Solidão (1955); Versos-Poesia II (1958) e A Aliança (1958), inc
-
Longo Caminho Breve. Poesias Escolhidas (1943-1983)Trata-se de uma antologia do autor, reunindo textos poéticos compostos entre 1943 e 1983, a maior pa
-
A Guerra de África em 1895. MemóriasLivro de memórias, publicado em 1898, dedicado à rainha D. Amélia, em que António Enes narra as suas
-
Vocação do Silêncio (Poesia 1950-1985)De Albano Martins, reúne Secura Verde e Outros Poemas (conjunto de 1950-52), Coração de Bússola (196
Partilhar
Como referenciar 
Anacephaleoses da Monarquia Lusitana na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$anacephaleoses-da-monarquia-lusitana [visualizado em 2026-08-04 01:51:24].