Anadia


Aspetos Geográficos
O concelho de Anadia, do distrito de Aveiro, localiza-se na Região do Centro (NUT III), no Baixo Vouga (NUT III). É limitado a norte por Oliveira do Bairro e Águeda, a sul pela Mealhada, a oeste pelo concelho de Cantanhede, no distrito de Coimbra e a este pelo concelho de Mortágua, no distrito de Viseu.
Abrange uma área de 216,8 km2, subdividida em 15 freguesias: Amoreira da Gândara, Ancas, Arcos, Avelãs de Caminho, Avelãs de Cima, Mogofores, Moita, Óis do Bairro, Sangalhos, S. Lourenço do Bairro, Tamengos, Vila Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro, Paredes do Bairro e Aguim. Em 2005, o concelho apresentava 31 622 habitantes.
O natural ou habitante de Anadia denomina-se anadiense.
O concelho estende-se num amplo vale, numa altitude de cerca de 30 metros, destacando-se o Outeiro do monte Crasto, com 93 metros de altitude. No concelho passa o rio Cértima e na freguesia de Moita existe uma nascente de água hipossalina, com cerca de 19 ºC, ferruginosa, boa para revitalizar estados de depressão, fadiga e anemia.

História e Monumentos
A toponímia do concelho parece referir-se a povoações de fundação romana, dado que o seu nome deriva da expressão Illa Nadia, que, até cerca de 943 seria pertencente à Villa agrária de Arcos, essa certamente de origem romana.
Em 1180, D. Afonso Henriques doou estas terras a Nuno Guterres, e no século XIII estas foram doadas à vila do Mosteiro de Sta. Cruz de Coimbra. Em 1338, D. Afonso IV doou-as ao Convento de Sta. Clara de Coimbra e em novembro de 1466, D. Afonso V doou-as a Pedro de Albuquerque, o então Julgado de Sangalhos (freguesia do atual concelho). Em agosto de 1514 foi outorgado o seu foral, por D. Manuel I, e posteriormente, em 1836, passou a ser sede de concelho.
Do património arquitetónico são de destacar a Igreja Paroquial de S. Paio; o Paço dos Marqueses de Graciosa, com fachada nobre (séc. XVIII); a Capela de N. Sra. da Penha de França, no outeiro do Monte Castro; a Capela dos Pintos (séc. XVIII); a Casa da Quinta de Sta. Luzia (séc. XVIII), que serviu de residência ao Visconde de Cedra, autor do código civil de Portugal de 1867; e a Igreja Matriz de Anadia.

Tradições, Lendas e Curiosidades
A festa mais relevante é a da Sra. das Neves.
A nível de mercados, destacam-se: o de Anadia, realizado todos os sábados; o de Mogofores, às sextas-feiras e o de Sangalhos, às quartas e sábados. Relativamente às feiras, são de referência: a da Moita, realizada mensalmente, no dia 25; a de Vilarinho do Bairro, ao domingo; e a Feira das Nozes, também em Vilarinho do Bairro, no dia 29 de setembro.
O feriado municipal é na quinta-feira de Ascensão.
Como curiosidade, as águas minerais e medicinais das Termas da Cúria foram descobertas pelo engenheiro francês La Chapelle em 1863. Após terem permanecido fechadas por alguns anos, as Termas de Vale-da-Mó reabriram em agosto de 2003. Estas termas são consideradas únicas na península Ibérica devido às suas águas serem ricas em cádmio, magnésio, lítio e ferro.
A nível do artesanato são de referência, entre outros, os trabalhos de cestaria em vime amarelo, ligados à atividade agrícola do concelho, a tecelagem, a olaria e as ferragens.

Economia
O concelho abrange uma área agrícola muito fértil, situada na região da Bairrada. As suas caves têm muita fama na produção de espumantes naturais, tipo champanhe. A nível agrícola destacam-se ainda as culturas do milho, dos legumes, do feijão e da ervilha. A nível industrial, destaca-se a freguesia de Sangalhos, principalmente na produção de vinhos e no fabrico de velocípedes.
O turismo tem alguma expressão devido não só às Termas da Curia, mas também ao kartcross e ao hipismo, que atraem alguns turistas.
Como referenciar: Anadia in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-26 22:18:54]. Disponível na Internet: