ânfora

A ânfora (ou amphora, em grego) era um recipiente feito em barro, longilíneo, com bojo e com duas asas, com um fundo em forma de cone ou pontiagudo. Este fundo encaixava num suporte de metal (ferro ou outro) e facilitava não só a arrumação da ânfora, que era enterrada na serradura das carroças ou do porão do navio, como o arrasto da mesma durante o transporte (visto que normalmente eram bastante pesadas). A ânfora, que normalmente tinha capacidade para cerca de vinte e cinco litros, servia para transportar substâncias como vinho, azeite e cereais diversos. As ânforas, com formas harmoniosas, podiam ser simples ou mais ou menos ornamentadas, chegando algumas a ser verdadeiras obras de arte. Conhecem-se algumas formas específicas de ânforas: entre os Estruscos foi hábito fazer ânforas funerárias, e os Gregos tinham a panatenaica, que se fazia para ofertar aos que venciam os concursos dos festivais das Panateneias do século V a. C., a ática, com figuras pintadas, e a ânfora de Rodes ou de Cnido, que usualmente não tinha decoração.
O oleiro que fazia as ânforas podia ser o mesmo artífice que as pintava. Quando eram duas pessoas diferentes a fazer estes trabalhos podiam assinar ambas, identificando o trabalho que tinham executado, mas aconteceu também que apenas fosse aposta a assinatura de um dos artífices, ou o oleiro, ou o pintor. As ânforas são alguns dos objetos que maior importância tiveram no estudo da história da arte grega, visto que as suas pinturas permitiram estudar os diferentes períodos artísticos e, por comparação, construir uma evolução estilística cronológica. Uma das ânforas que atravessaram os séculos e que mais se destaca é a ânfora ática na qual estão representados Hércules e Atena (a pintura é da autoria de Andócides), datada de cerca de 530 a. C. e que se encontra em Munique, no Antikensammlungen.
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