Ankh

Sinal hieroglífico que significa "vida", com a forma de T encimada por presilha ou ilhó. O pictograma foi associado muitas vezes a uma correia de sandália ou a uma braguilha de roupa masculina, numa simbologia mais sexual, ligada ao conceito de vida inerente ao termo e seu significado. Muitos relevos em paredes ou muros de templos revelam cenas de faraós a ostentarem o ankh como sinal de divindade, pois é o símbolo que confere vida eterna. No período de Amarna (1352-1336 a. C.), na XVIII dinastia (1550-1295 a. C.) do Império Novo (c. 1560-c. 1070 a. C.), correspondendo ao reinado de Akhenaton (ou Amenhotep IV, 1352-1336 a. C.), o ankh era representado a ser oferecido ao soberano – acompanhado da sua principal esposa, a bela Nefertiti - por mãos que estavam na extremidade de raios que desciam do disco solar de Aton, deus único dessa época monoteísta e religiosamente polémica na história do Antigo Egito. O ankh era também o signo hieroglífico, ou símbolo, que era entendido até pelos iletrados, o que faz com que surja em muitas expressões artísticas ou funcionais, em vasos, por exemplo, entre outros artefactos. Era também usado como forma de amuleto, aparecendo até desta maneira em algumas múmias. As funções do ankh são inúmeras entre os Antigos Egípcios, a partir do seu valor vital e apotropaico, além de decorativo e santificador.
Foi ulteriormente assimilado pelos Cristãos Coptas no Egito, a partir do século IV, como sua única forma de cruz, conhecida desde então também por cruz ansata, surgindo nas expressões artísticas desta Igreja, desde as vestes litúrgicas às próprias alfaias, ornatos, etc.
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