anomalias da gravidade

As diferenças entre os valores teórico e real da gravidade determinados num dado ponto constituem as anomalias da gravidade, ocorrendo anomalias devidas à altitude, à latitude, à topografia e à presença de massas de densidades diferentes.

As anomalias da gravidade consideram-se positivas, quando o valor médio é superior ao valor teórico calculado, e negativas quando o valor real é inferior ao valor teórico. Os geofísicos utilizam valores da gravidade (g) corrigidos. Assim, a correção relativa à latitude elimina os efeitos devido às diferenças entre o raio terrestre e os devidos à força centrífuga, com o que se obtém um valor teórico da gravidade (g) na superfície do geoide, denominado valor normal da gravidade.
A diferença de altitude em que se encontra o ponto de medição a partir do nível médio do mar é objeto de outra correção, denominada correção de ar livre, porque se estabelece admitindo que entre a cota a que se encontra o gravímetro e a superfície do geoide só há ar. A correção de Bouguer consiste em somar à correção de ar livre o efeito produzido por uma massa uniforme de espessura igual à cota do gravímetro. A proximidade do relevo das proximidades do local de medição - correção topográfica - também implica uma correção.

Estabelecidas estas correções, pode ocorrer ainda uma anomalia residual da gravidade que é a diferença entre o valor teórico da gravidade e o valor registado pelo gravímetro. Esta anomalia residual fornece informações sobre a distribuição de massas e da sua densidade na vertical da zona onde se determinam as medidas.

Uma característica geral das anomalias residuais é o apresentarem valores negativos nas montanhas, o que pode demonstrar que as montanhas têm raízes que penetram num substrato mais duro.
Como referenciar: anomalias da gravidade in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-05-26 09:45:31]. Disponível na Internet: