antineutrão

Designa-se por antineutrão a partícula elementar com a massa do neutrão do qual se distingue por ter um momento magnético oposto a este.
A descoberta do positrão levou à procura das possíveis antipartículas do protão e do neutrão. A sua existência confirmaria a da antimatéria, isto é, de matéria constituída por átomos nos quais a carga elétrica do córtice e do núcleo é de sinal contrário.
Em 1955, o físico norte-americano Owen Chamberlain, que nasceu em S. Francisco a 10 de julho de 1920, e o físico norte-americano de origem italiana Emílio Ségre, que nasceu em Roma a 1 de fevereiro de 1905 (ambos Prémio Nobel em 1959) encontraram o antiprotão e, uns anos depois, em 1958, o antineutrão.
Em 1970-1971, um grupo de soviéticos investigadores em Nowosibirsk conseguiu, pela primeira vez, produzir átomos inteiros formados por antipartículas: o anti-hidrogénio e o anti-hélio.
Uma partícula carregada que gira e gera um campo, comportando-se como se fosse um pequeno íman possui um momento magnético. O protão tem, naturalmente, um momento magnético, assim como o eletrão. O que surpreendeu os físicos foi o facto de o neutrão também apresentar um momento magnético, como foi descoberto pelo físico norte-americano Robert Hofstadter, que nasceu em Nova Iorque a 5 de fevereiro de 1915 (Prémio Nobel em 1961). A consequência lógica deste momento é, pois, que o neutrão também tem cargas: o mesmo número de cargas positivas e negativas, visto que a carga total do neutrão é nula.
Como referenciar: Porto Editora – antineutrão na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-01-27 15:22:24]. Disponível em