António Arroio

Engenheiro e crítico português, António José Arroio nasceu a 19 de fevereiro de 1856, no Porto.
Irmão de João Marcelino Arroio e de José Diogo Arroio, concluiu o curso de Engenharia pela Academia Politécnica do Porto, em 1878, tendo posteriormente trabalhado na construção dos caminhos de ferro da Beira Baixa, da Beira Alta, do Sul e do Sudoeste. Entre 1881 e 1890, foi encarregado dos serviços de receção de material do estrangeiro do Ministério das Obras Públicas, o que o levou a viajar pela Europa e a estabelecer-se em Bruxelas durante quatro anos. Entre 1890 e 1926, desempenhou o cargo de inspetor do Ensino Elementar Industrial e Comercial e, em 1926, integrou o Conselho de Obras Públicas, tendo-se aposentado dois anos depois. Para além disso, foi vogal da Comissão Portuguesa na Exposição Universal de Paris, em 1900, e foi um dos sócios fundadores da Liga de Educação Nacional.
António Arroio manteve uma forte atividade como conferencista e como crítico nos setores da música, da literatura, da pintura e da escultura. Da obra publicada, destaca-se José Viana da Mota (1896), Notas sobre Portugal (1908-1909), A Orquestra Filarmónica de Berlim (1908), O Canto Coral e a Sua Função Social (1909), O Ensino Industrial como Elemento Intensificador da Produção (1917).
António Arroio faleceu a 25 de março de 1934, em Lisboa. Nesse mesmo ano, atribuíram o seu nome à recém-criada escola industrial, a Escola Industrial António Arroio de Artes Aplicadas.
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