António Houaiss

Filólogo brasileiro, nascido a 15 de outubro de 1915, no Rio de Janeiro, filho de mãe brasileira e pai libanês, e falecido a 7 de março de 1999, na mesma cidade.

Licenciou-se em Clássicas na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, em 1942.
Figura importante no seu país, dedicou-se essencialmente à lexicografia e foi o tradutor da obra Ulisses de James Joyce, tarefa que não foi fácil e que foi alvo de várias críticas pelo seu grau de complexidade.

Para além da filologia, a política foi motivo da sua preferência. Professor de Latim, Português e Literatura até 1946, pediu demissão para iniciar carreira diplomática, tendo sido inicialmente vice-cônsul em Genebra, integrando representações brasileiras junto das Nações Unidas e de várias organizações internacionais, como a do Trabalho e a da Saúde, e diplomata em vários países.

Foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro, nos anos 50 foi assessor direto do presidente Juscelino Kubicheck e foi Ministro da Cultura, em 1992.

Entre outros cargos ligados à linguística e à literatura, foi presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, de 1978 a 1981, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Imprensa, de 1983 a 1986, membro da Comissão para o estabelecimento de Diretrizes para o Aperfeiçoamento do Ensino/Aprendizagem da Língua Portuguesa, em 1985, organizador do Congresso Internacional de Tradutores no Instituto Internacional de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1988, e, no ano seguinte, júri do Prémio Luís de Camões, em Lisboa.

Em 1971, entrou para a Academia Brasileira de Letras (ocupando a cadeira n.º17), da qual se tornou presidente em 1995. Motivos de saúde levaram-no a afastar-se do cargo.



Como referenciar: António Houaiss in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-19 12:06:30]. Disponível na Internet: