António Patrício

Frequentou, no Porto, o curso de Matemática da Academia, e, em Lisboa, a Escola Naval, acabando por se formar em Medicina. Após a proclamação da República, encetou uma carreira diplomática, tendo, como cônsul ou acompanhando legações, vivido em Cantão, Manaus, Constantinopla, Caracas, Londres. Colaborou em publicações como A Águia, Límia ou Atlântida. Revelou-se como poeta, com a publicação de Oceano, mas afirmou-se sobretudo como um dos maiores representantes portugueses da dramaturgia simbolista. Para Luiz Francisco Rebello, embora na sua criação dramática "sejam evidentes as aproximações com os grandes nomes do simbolismo - a conceção do "drama estático" de Maeterlinck, o preciosismo verbal de D'Annunzio, a carga poética de Yeats -, há no teatro de Patrício uma ressonância humana a que a presença, latente ou manifesta, mas sempre obsidiante, da morte confere uma verdadeira dimensão trágica" (REBELLO, Luiz Francisco - 100 Anos de Teatro Português (1880-1980), Porto, ed. Brasília, 1984, p. 108).
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