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antonomásia (retórica)
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Em retórica trata-se de uma figura pela qual se substitui um dado nome próprio por um epíteto que lhe atribua uma qualidade, ou por outro nome próprio de alguma entidade que se tornou famosa por uma certa propriedade. Trata-se, portanto, da utilização estilística dos nomes próprios. Na verdade, trata-se de uma forma de sinédoque, de designação de uma entidade através de uma característica de outra entidade que se tornou exemplar em algum aspeto.
"Cessem do sábio Grego e do Troiano

As navegações grandes que fizeram;"
(Camões, Os Lusíadas, I, 3)

Neste exemplo, Camões usou a propriedades da naturalidade para designar os heróis dos poemas épicos clássicos: o sábio Grego, que representa Ulisses, e do Troiano, que sugere Eneias.
"E vereis ir cortando o salso argento

Os vossos Argonautas (...)"
(Camões, Os Lusíadas, I, 18)

Desta vez, Camões utiliza o nome próprio por que eram conhecidos os arrojados navegantes da nau Argo (que, na mitologia grega, partiram em busca do velo de ouro para a Cólquida, antigo país longínquo, supostamente asiático), para designar os nautas portugueses que partiram para a Índia com Vasco da Gama. A propriedade aqui transferida dos Argonautas para os navegadores portugueses é a da coragem e bravura.

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Como referenciar
antonomásia (retórica) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$antonomasia-(retorica) [visualizado em 2026-06-08 02:17:39].

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