Aparecimento das Universidades na Europa
Após o declínio do Império Romano do Ocidente a cultura que era característica dos territórios imperiais, particularmente a escrita, caiu praticamente no esquecimento ao ser sobreposta pela dos povos bárbaros. A preservação dos antigos manuscritos deve-se grandemente aos Árabes, que se dedicaram a guardar e estudar as obras nas madrasas (lugares de estudo) e bibliotecas.
A leitura e a escrita permaneceram assim privilégio de poucos, sendo estes, na sua maioria, monges que tiveram por hábito criar bibliotecas e scriptoria (oficinas de escrita e cópia de livros e documentos) nos mosteiros. No Império carolíngio deu-se igualmente um renascimento da cultura escrita, se bem que se confinasse às escolas do palácio e às instituições dele dependentes. Durante o século XII, com o aumento demográfico e o crescimento das cidades proporcionou-se o intercâmbio intelectual que fez aumentar a leitura e a necessidade de locais para instrução, o que deu origem às escolas das catedrais (edifícios tipicamente urbanos) que evoluiriam para as universidades. A primeira universidade surgiu em Bolonha, no final do século XI, e tornou-se uma prestigiada escola de Direito Canónico e Civil. Na Europa setentrional, entre 1150 e 1170, a Universidade de Paris foi a primeira a ser criada, servindo como modelo a outras universidades, como a de Oxford, em Inglaterra.
À Universidade de Paris foi concedida independência no ano de 1231, pelo rei Luís IX de França (S. Luís). Em 1253, Robert de Sorbon criou um colégio na mesma cidade de Paris, que seria a origem da futura Sorbonne. Nos séculos seguintes, foram surgindo, sucessivamente, novas universidades, como a Universidade de Montpellier, que cedo se distinguiu pelo ensino de Medicina. A Universidade de Coimbra, o mais antigo estabelecimento do género em Portugal, foi fundada em 1290. As universidades foram inicialmente estruturadas num sistema de forte influência da tradição romana em que se começavam os estudos pelo Trivium (Retórica, Lógica e Gramática) e pelo Quadrivium (Música, Astronomia, Geometria e Aritmética), findos os quais os alunos conseguiam o grau de bacharel.
As de Medicina e Direito conferiam licenciatura e doutoramento, enquanto que nas faculdades de Teologia o ensino exigia cerca de mais dezasseis anos de estudo do que as demais.
A leitura e a escrita permaneceram assim privilégio de poucos, sendo estes, na sua maioria, monges que tiveram por hábito criar bibliotecas e scriptoria (oficinas de escrita e cópia de livros e documentos) nos mosteiros. No Império carolíngio deu-se igualmente um renascimento da cultura escrita, se bem que se confinasse às escolas do palácio e às instituições dele dependentes. Durante o século XII, com o aumento demográfico e o crescimento das cidades proporcionou-se o intercâmbio intelectual que fez aumentar a leitura e a necessidade de locais para instrução, o que deu origem às escolas das catedrais (edifícios tipicamente urbanos) que evoluiriam para as universidades. A primeira universidade surgiu em Bolonha, no final do século XI, e tornou-se uma prestigiada escola de Direito Canónico e Civil. Na Europa setentrional, entre 1150 e 1170, a Universidade de Paris foi a primeira a ser criada, servindo como modelo a outras universidades, como a de Oxford, em Inglaterra.
As de Medicina e Direito conferiam licenciatura e doutoramento, enquanto que nas faculdades de Teologia o ensino exigia cerca de mais dezasseis anos de estudo do que as demais.
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Como referenciar
Aparecimento das Universidades na Europa na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$aparecimento-das-universidades-na-europa [visualizado em 2026-06-08 12:40:35].
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