Apartheid

Política sul-africana que orientou as relações entre a minoria branca e a maioria negra. Tinha por base a separação racial e a discriminação política e económica dos negros. A doutrina do apartheid nasceu em 1950, com o Ato de Registo da População, e dividiu a população sul-africana em negros, mestiços e brancos. Para além da separação territorial dos vários grupos étnicos, também foi legitimado o desenvolvimento paralelo e separado das raças.
Embora a segregação racial fosse praticada antes de 1948, a sua ratificação apenas aconteceu em 1950, dois anos depois de o Partido Nacional ter conquistado o poder. Nesse mesmo ano, ficaram estabelecidas zonas residenciais e comerciais para cada raça. Como resultado, a minoria branca ficou com mais de 80% do território sul-africano. Para fazer cumprir a segregação racial e evitar que os negros saíssem das zonas a que se encontravam limitados, o Governo reforçou a existência de autorizações de acesso a áreas restritas. Os contactos sociais entre raças diferentes eram quase inexistentes. O acesso à cultura e à educação era diferente; o acesso a determinados empregos era restrito; os sindicatos eram proibidos; e apenas a minoria branca tinha representação no Governo. No entanto, a economia sul-africana dependia do trabalho dos negros, o que dificultou a política do apartheid. Com a ajuda de alguns brancos, várias etnias levaram a cabo manifestações, protestos violentos e sabotagens.
Em 1991, o presidente do Governo da África do Sul, Frederik de Klerk, aboliu o apartheid. Dois anos mais tarde, uma nova Constituição consagrou aos negros, e a outros grupos étnicos, o direito ao voto. O fim do apartheid foi marcado com as eleições multirraciais de 1994. Foi eleito um Governo de coligação, maioritariamente negro.
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