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Língua Portuguesa
Ariano Suassuna
As fontes da sua obra teatral e poética podem ser encontradas no conto popular nordestino e na tradição dramática latina, com Plauto e mais tarde a Commedia dell'arte e Calderón. E se, nas palavras do próprio autor, o seu teatro é "mais aproximado dos espetáculos de circo e da tradição popular do que do teatro moderno", há contudo quem encontre nele pontos de contacto com o seu contemporâneo, o dramaturgo francês André Obey (Noé), ou ainda com o norte-americano Marc Donelly (The Green Pastures). Em Suassuna, encontra-se subjacente a ideia de que a vida é um espetáculo orquestrado pelo Ser Supremo, confrontando o autor nesse palco as personagens, inspiradas pela literatura de cordel ou saídas diretamente da sua vivência, com as consequências dos seus atos. Em Auto da Compadecida, porventura a mais conhecida das suas peças, o fundo moralizador é óbvio, daquela moralidade grata ao nosso Gil Vicente, em que os ingénuos e puros de espírito são premiados e os que pactuam com o poder do dinheiro e a mesquinhez das convenções sociais são punidos.
Na sua obra destacam-se ainda as peças O Santo e a Porca (que, juntamente com o Auto da Compadecida, foi várias vezes representada em Portugal) e A Pena e a Lei, que mereceu o favor da crítica mais exigente. Esta última obra recebeu do seu autor epítetos como "presépio de hilaridade teatral", "trágicomédia lírico-pastoril" e ainda "facécia de carácter bufonesco". O texto surge como a demonstração de que a morte faz acender no homem a sua centelha divina, mas só depois de uma difícil viagem iniciática poderá ele merecer a salvação suprema.
Suassuna foi ainda o autor dos romances A Pedra do Reino e O Rei Degolado (1976).
