Armada da Índia

Nos tempos da navegação à vela e das disputas pelo controle de rotas comerciais e domínios ultramarinos, as necessidades de proteção contra inimigos e os riscos de naufrágio aconselhavam o agrupamento dos navios em frotas ou comboios, em especial tratando-se de viagens de longo curso.
Assim, as viagens faziam-se em armadas. Ao contrário do que o nome parece indicar, estas não eram compostas apenas por navios de guerra, pois nelas tinha lugar da maior importância a marinha mercante. As Armadas da Índia eram organizadas sob a responsabilidade do Armazém da Guiné, Mina e Índia, e comandadas por um capitão-mor. Em média, eram integradas por seis a oito embarcações, que poderiam ser mais, se, por exemplo, viajava um vice-rei ou um governador.
O escalonamento das viagens estava condicionado pelos regimes de ventos e correntes. As monções, em especial, exigiam que os navios partissem de Lisboa em março ou abril, de modo a aportarem à Índia em setembro. O regresso devia dar-se até ao princípio de janeiro. Efetuar viagens fora destas alturas era extremamente perigoso. Quando foi arriscado, deu origem à perda de muitas vidas e bens.
As Armadas da Índia tiveram uma função crucial no estabelecimento das posições portuguesas no Oriente, não só porque asseguravam o comércio e a comunicação com a metrópole mas também porque, do ponto de vista militar, eram uma grande força, capaz de dissuadir os ataques de outras potências e, quando os houvesse, de as combater.
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