Armagnacs

Trata-se de uma casa nobre da França que descende dos antigos duques da Gasconha e desempenhará um papel de primeiro plano ao longo da História deste reino. Quando se referem os Armagnacs fala-se de uma das duas grandes fações, cujo confronto ensanguentou a França durante o reinado de Carlos VI. Opunha-se à dos Borguinhões. Era, por assim dizer, o partido da casa de Orleães. O seu nome advém-lhe de Bernardo VII, conde de Armagnac, que, em 1410 casou uma filha com o jovem Carlos de Orleães, tornando-se no verdadeiro chefe deste partido. Cada um dos partidos em conflito dá provas de ser o principal promotor de ilegalidades. Ambos se acusam de acumular largos benefícios e do uso da violência e do terror para dominar. Os grandes beneficiados destas lutas intestinas são os ingleses, com quem a França mantém uma guerra (a dos Cem Anos). Contudo, como a partir da batalha de Azincourt e do tratado de Troyes ingleses e borguinhões ficaram aliados, os Armagnacs surgem como o partido nacional. O grande mérito desta fação foi ter movido uma luta sistemática aos ingleses e, ao fim e ao cabo, ter libertado a França da sua dominação. O Tratado de Arras (1435), assinado entre Carlos VII e Filipe, o Bom, põe fim à luta entre as duas casas rivais. A luta terminou mas a postura continuava. Os bandos ao serviço dos Armagnacs, para quem a guerra era uma profissão rentável, continuaram a assolar a França. No entanto, os "grandes dias" dos complots, dos proscritos e dos massacres haviam terminado.
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