Armindo José Rodrigues

Médico, poeta e tradutor, nascido em 1904, em Lisboa, e falecido em 1993, na mesma cidade, filho de pais alentejanos, Armindo Rodrigues dividiu a infância entre Estremoz e Lisboa, onde terminou os estudos liceais e se formou em Medicina. Fez parte de organizações clandestinas na luta contra o fascismo, desenvolvendo ação panfletária em jornais e boletins efémeros e estando, por esse motivo, diversas vezes preso; participou na campanha eleitoral de Nórton de Matos e de Arlindo Vicente. Organizou, com João José Cochofel, em 1948, a Homenagem Poética a Gomes Leal no Primeiro Centenário do seu Nascimento. Ligado ao neorrealismo, colaborou em O Diabo, Notícias do Bloqueio, Seara Nova, Vértice e dirigiu a coleção "Cancioneiro Geral". Ao mesmo tempo "lírico, bucólico, dramático, epopeico, moralista, conceptual, ou circunstancial", "moderno e clássico", "entroncado na longa linhagem poética portuguesa", define a sua poesia como "rítmica e musical [...] mesmo quando violenta ou na aparência prosaica, escorrida ao máximo de elementos barrocos, e tão vária pelos temas como o são o mundo e a vida" (cf. "Autobiografia Sucinta de Armindo Rodrigues" in O Poeta Perguntador (antologia), Lisboa, 1979). Em 1970, depois de um trabalho de apuramento de tudo o que dispersamente publicara e compusera, iniciou a publicação da sua Obra Poética definitiva e completa, num total de 59 títulos, que marcam uma carreira literária sólida e diversificada, ainda não suficientemente reconhecida, e devedora, segundo o autor, da poesia "dos cancioneiros, da do século XVI e da do modernismo" (id., ibi.).
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