artrose

A artrose é uma doença crónica, degenerativa, em que ocorrem alterações destrutivas das cartilagens e fibrocartilagens das articulações. É também frequentemente designada por osteoartrite ou reumatismo crónico degenerativo.
Esta alteração assume diferentes designações, consoante a articulação afetada: gonartrose (joelho), coxoartrose (anca), rizartrose (dedo polegar) e dorsartrose, cervicatrose ou lombartrose (coluna), por exemplo.
A artrose afeta, inicialmente, apenas a cartilagem, na qual surgem alterações, sobretudo ao nível dos seus componentes proteicos. Estas alterações desencadeiam modificações na estrutura e aspeto da cartilagem, que perde o seu aspeto liso, tornando-se irregular e com fissuras, o que se reflete em dificuldades na articulação óssea, que perde, progressivamente, suavidade e maleabilidade. A acompanhar a degenerescência do tecido cartilagíneo, ocorre uma reação inflamatória local, desencadeada pela libertação de enzimas das células cartilagíneas, a qual contribui para aumentar a lesão. A inflamação é a responsável pelo aumento local de temperatura nas articulações afetadas de alguns pacientes. A articulação pode ainda aumentar de volume, devido ao crescimento da quantidade de líquido intra-articular. Como forma de tentar compensar a destruição da cartilagem da articulação, ocorre expansão do osso adjacente, que, no entanto, é pouco plástico e muito rígido, motivo pelo qual se apresenta mais sujeito a fraturar ou a apresentar fissuras. Esta proliferação óssea origina, em alguns casos, o surgimento de deformações articulares, sendo mais frequentes nos dedos das mãos.
As alterações na estrutura articular afetam também os músculos, ligamentos e tendões de suporte, podendo levar a lesões nestes.
O desenvolvimento da artrose não é igual em todos os indivíduos, havendo casos em que permanece completamente assintomática. Geralmente, surge uma sensação de dor, que pode progredir ou não, associada à movimentação da articulação, sobretudo após esforço. Pode também surgir após longos períodos de imobilidade melhorando com o movimento.
Esta patologia apresenta uma maior incidência com o aumento da idade, afetando mais de 85% dos indivíduos com 70 anos. Apresenta uma maior preponderância para afetar as mulheres em idade de menopausa, não sendo de descartar a existência de uma predisposição genética.
Alguns tipos de artrose apresentam uma maior incidência também no sexo feminino, como é o caso da osteoartrite das mãos.
Como fatores de risco aumentado, podem-se mencionar a obesidade (maior peso sobre as articulações), profissões que obriguem a maiores esforços articulares, defeitos de postura corporal e doenças metabólicas, como o diabetes.
Embora não exista cura para a artrite, é perfeitamente possível o paciente levar uma vida normal, através do uso de analgésicos simples para as dores e de anti-inflamatórios não esteroides para a inflamação. A reeducação postural, a prática de exercícios ajustados ou de fisioterapia são também fatores importantes para manter a mobilidade articular, impedindo o agravamento da lesão e prevenindo a atrofia muscular. Nos casos mais graves, pode ser necessário o recurso à cirurgia.

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