As Duas Flores de Sangue

Romance histórico de Pinheiro Chagas, publicado em 1875, cuja ação se desenrola em finais do século XVIII, numa época conturbada de transformações políticas e sociais. Jaime de Noronha é um jovem fidalgo, imbuído de ideias filosóficas e revolucionárias, que viaja pela Europa para completar a sua educação. Em França, assiste e intervém nos acontecimentos dramáticos da Revolução Francesa, apaixonando-se pela princesa de Lamballe, que não consegue salvar da vingança dos homens do Terror. Depois, em Nápoles, participa no conflito entre a República Francesa e o reino napolitano, apaixonando-se pela revolucionária Leonor Pimentel, cuja execução não consegue impedir. Herói romântico, "alma contraditória e absurda, que veio ao mundo fadada para todas as desventuras", Jaime é uma espécie de Carlos (de Viagens na Minha Terra) reabilitado, que consegue sanar a sua dispersão interior casando com a sua prima Inês, que lhe dedica um amor puro e não se cansara de o esperar durante anos, e sacrificando-lhe uma rosa branca e uma magnólia vermelha, duas flores manchadas de sangue - as recordações que lhe tinham ficado das amadas mortas e das suas desventuras.
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