As Teocracias Literárias

Panfleto literário com que Teófilo Braga intervém na Questão Coimbrã, em novembro de 1865, colocando-se ao lado do seu condiscípulo de Coimbra Antero de Quental e das posições por este defendidas no folheto Bom Senso e Bom Gosto, que considera "há de vir a ser um capítulo da história da literatura contemporânea". Visando diretamente Castilho, Teófilo começa por defender o fim das "realezas literárias", sentenciado pela "evolução romântica", para em seguida censurar a "rotina arcádica, palavrosa, nula de ideias, de sentimentos falsos, que já se nota na mocidade que o admira", patente na obra do autor de Cartas de Eco a Narciso. Acusando Castilho de desconhecer o que seja "Plástica" ou "Estética", chega ao ponto de o atacar pessoalmente ("Digamos a verdade toda. O Sr. Castilho deve a sua celebridade à infelicidade de ser cego. O que se espera de um cego? Apenas habilidade.") e profetiza que "a reputação do Sr. Castilho acaba com a vida".
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