aspa (insígnia)

A aspa é uma cruz, na forma de X, feita com paus. Vulgarmente conhecida como cruz-de-santo-andré, pois consta que Santo André teria sido supliciado numa cruz com esse formato, era um instrumento de suplício dos antigos, servindo para atar os condenados e quebrar-lhes os ossos. Nos autos de fé os penitenciados eram marcados com uma figura de aspa, que surgia como sinal de infâmia.
Na heráldica, a aspa é uma insígnia em forma de X, que simbolizava o estandarte ou guião do chefe invicto. Significa, também, o infinito incognoscível e a união do mundo superior com o mundo inferior.

Em Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett, na caracterização do cenário do Ato II, refere as insígnias que: "São as antigas da casa de Bragança, uma aspa vermelha sobre campo de prata com cinco escudos do reino, um no meio e os quatro nos quatro extremos da aspa; em cada braço e entre os dois escudos uma cruz floreteada, tudo do modo que trazem atualmente os duques de Cadaval; sobre o escudo, coroa de conde."
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