asteroide

Corpo celeste, relativamente pequeno, que tem sido assemelhado a uma "rocha voadora". O maior asteroide conhecido, Ceres, tem 770 quilómetros de diâmetro, mas muitos dos 50 000 que têm sido observados não têm mais de cerca de um quilómetro de diâmetro. Os asteroides mais pequenos não devem ter um tamanho superior ao de um grão de areia.
Os asteroides colocados entre as órbitas de Marte e Júpiter - a cintura de asteroides do nosso sistema solar - apresentam períodos de translação de três a seis anos. Alguns asteroides têm órbitas muito excêntricas e passam próximo do Sol. Outros passam regularmente próximo da Lua. É o caso de Hermes, que se aproxima a 350 000 quilómetros, e de Eros, que se aproxima a 20 milhões de quilómetros da Terra. Muitas das mais recentes crateras de impacto existentes na Lua e na Terra foram provavelmente causadas pela colisão de asteroides. Se estes corpos permanecessem na cintura de asteroides não haveria o risco de colisão com o nosso planeta ou com qualquer outro astro; no entanto, o choque entre os próprios asteroides ou a influência gravitacional de Júpiter poderão eventualmente conduzir ao aparecimento de novas órbitas e potenciar a possibilidade de embate, podendo provocar grandes catástrofes.
Atendendo a que muitos asteroides têm uma forma estranha, houve geólogos que especularam, explicando a sua formação a partir da explosão de um planeta que teria tido a sua órbita entre Marte e Júpiter. Contudo, a massa total de asteroide foi calculada em somente um milésimo da massa da Terra, ela própria um planeta pequeno. Hoje aceita-se que vários corpos celestes de tamanho razoável podem ter coexistido muito próximos uns dos outros e que as suas colisões produziram numerosos asteroides menores. A existência de várias "famílias" de asteroides tem sido utilizada para apoiar esta explicação; no entanto, não se têm verificado factos que comprovem de maneira conclusiva qualquer destas hipóteses.
Em 1992, descobriu-se o primeiro de uma população de corpos rochosos e gelados para lá de Plutão, batizado de 1992 QB1, prevendo-se, assim, a existência de uma segunda cintura de asteroides no Sistema Solar.
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