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Atração Fatal
Dirigido por Adrian Lyne e protagonizado por Michael Douglas, Glenn Close e Anne Archer, este thriller psicológico foi um dos maiores sucessos de bilheteira de 1987. Michael Douglas desempenha o papel de Dan Gallagher, um bem-sucedido advogado nova-iorquino casado com Beth (Anne Archer) e com uma filha. Durante uma festa de lançamento de um livro, trava conhecimento com Alex Forrest (Glenn Close), uma executiva e entre eles estabelece-se uma atração mútua. Durante um fim de semana em que a sua esposa e a sua filha se ausentam, Dan convida Alex para jantar e vivem uma noite de amor louco. Apesar do advogado deixar bem claro que se tratou de sexo sem compromissos, Alex apaixona-se perdidamente e desenvolve uma obsessão por Dan. Este, ao rejeitar encontros futuros, conduz Alex a uma forte perturbação mental, levando-a a imiscuir-se na sua vida particular e profissional, perseguindo violentamente Dan e os elementos da sua família. Uma das receitas do sucesso do filme foi o ambiente de terror psicológico criado pela personagem de Close, que se refugia num mundo imaginário de ilusão afetiva, utilizando meios pouco ortodoxos para defender a sua felicidade como provocar um acidente de viação a Beth ou matar o seu coelho de estimação. Rodado em Manhattan com um orçamento de 14 milhões de dólares com base num argumento de James Dearden (que já havia sido adaptado numa curta-metragem datada de 1979, Diversion), o filme mereceu alguma controvérsia devido às ousadas e realistas cenas de sexo (a cena do elevador entre Close e Douglas tornou-se célebre), mas mereceu os elogios dos diversos quadrantes da crítica internacional devido ao estilo visual imposto por Lyne que rodou este filme após ter terminado 9 ½ Weeks (Nove Semanas e Meia, 1986). Lyne resolveu filmar um tema clássico como a infidelidade conjugal duma forma pouco convencional, apresentando como protagonista um advogado com poucos escrúpulos que, aos olhos do público, se torna um vilão porque trai cobardemente um casamento feliz para se envolver com uma mulher carente que apesar de culta e inteligente, envolve-se numa rede trágica de ilusões que a leva à auto destruição. O ambiente trágico é magnificamente salientado pela partitura de Maurice Jarre que auxiliou o filme a tornar-se num dos marcos significativos da cultura pop dos anos 80 e uma referência ilustrativa do declínio das relações afetivas monogâmicas no sistema familiar americano. Curiosamente, o final original (mais subtil e menos violento) recebeu a má aceitação dos produtores. O filme recebeu seis nomeações para Óscar: melhor filme, realizador, atriz (Close), atriz secundária (Archer), banda sonora e argumento adaptado.
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