áugure

Os áugures, agrupados num Colégio, tinham o encargo de avaliar sinais e objetos à procura de mensagens divinas antes de alguma reunião para discutir sobre um assunto, uma empresa bélica ou a discussão de uma lei nova. Caso não fossem favoráveis, ou não se chegavam a realizar ou os resultados não eram considerados. Era norma a avaliação dos áugures basear-se na observação de algum animal. Até 81 a. C. o Colégio dos Áugures era formado por seis sacerdotes plebeus e seis patrícios, tendo o número total sido aumentado para quinze. Entre os anos de 104 e 81 a. C., por intermédio da Lex Domitia de Sacerdotis, os áugures eram eleitos por uma assembleia formada por dezassete das trinta e cinco tribos, escolhidas por sorteio. Antes e depois desta data, as eleições foram feitas pelo próprio Colégio ou, durante a Monarquia, era o rei que nomeava os áugures. Existiam também áugures que não trabalhavam para o Estado romano mas a título privado.
O cargo de áugure era tão antigo como a cidade de Roma e era exercido durante toda a vida do seu detentor, tendo desaparecido progressivamente a partir da instituição do Cristianismo como doutrina oficial pelo imperador Teodósio.
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