auréola

A auréola, também conhecida por nimbo ou aura, é representada como um Sol, uma nuvem ou um nimbus, um halo ou um anel dourado irradiando luz, circundando a cabeça ou o corpo inteiro. Significa uma luz espiritual, qualificando a pessoa que com ela é representada como tendo uma associação com a divindade ou o sagrado. Está conotada com os corpos ressuscitados, que estão a meio caminho entre a Terra e o Céu. É uma espécie de coroa real aceite entre os padres e os monges como uma qualidade da santidade pela tonsura.
A arte bizantina é particularmente evocativa na auréola, a qual representa em forma redonda quando representa Cristo, a Virgem e os Santos ou todos aqueles que morreram e viveram uma vida de santidade. Quando representavam as pessoas ainda vivas, pintavam-nas com uma auréola quadrada. Assim, e segundo a tradição da simbologia dos elementos, o Céu era representado pelo círculo e a Terra era simbolizada pelo quadrado. A auréola simbolizava a vocação para o sagrado ou uma predisposição para a elevação espiritual.
A auréola irradia uma luz sobrenatural que envolve normalmente a parte mais nobre do corpo, a cabeça através da qual se atinge a iluminação, tanto no cristianismo como no budismo. No Oriente, a auréola era identificada com a flor sagrada de lótus das mil pétalas, uma energia irradiada da cabeça dos sábios para o céu. No tantrismo, a realização é atingida no alto da cabeça, quando a energia kundalini comunica com a energia do Universo. Esta associação da cabeça com a iluminação é muito antiga e comum a várias tradições espirituais e espiritualistas. Houve quem associasse a auréola com a aura, ou a emanação de energia dos corpos. Ou então com o corpo astral, feito da mesma substância etérea das estrelas que alguns místicos defendiam existir ao mesmo tempo que o corpo material e que, como a alma, pode ser temporariamente ou definitivamente separado deste. Os romanos acreditavam que a auréola era um espírito de ar que podia elevar-se aos céus.

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