Aventura

Revista editada entre maio de 1942 e agosto de 1943, sob a direção de Ruy Cinatti, tendo como redatores Eduardo Freitas da Costa, José Blanc de Portugal, Jorge de Sena e Manuel Braamcamp Sobral. Nela colaborarão, entre outros, Sofia de Mello Breyner Andresen, Adolfo Casais Monteiro, Carlos Queirós, Tomás Kim, Álvaro Lins, Wolfgang Kayser, Delfim Santos, Rachel Bastos. O editorial (n.° 1, pp. I-IV), assumindo-se como paráfrase do prefácio de Jacques Maritain à coleção "Roseau d'Or", indicando como influências as revistas portuguesas A Águia, Nação Portuguesa, Athena, Descobrimento, Revista de Portugal, Brotéria, Estudos e Presença, e acusando ainda a admiração pelo poeta inglês T. S. Eliot, apresenta como coordenadas da publicação: uma orientação espiritual católica, o acolhimento nas suas páginas de "tôdas as expressões de beleza, tôdas as formas do trabalho do homem", enquanto expressões de um "Deus - motivo de tôda a criação, origem de tôda a justiça", seja sob a forma de contribuições de ordem literária, artística, filosófica, religiosa ou científica; e a união dos seus membros num "processo de integração espiritual", numa "cidadela fundamentada na AMIZADE". Estas linhas de orientação corroboram as convicções de T. S. Eliot, apresentadas em "Carta ao Editor", no n.° 3 da revista, onde defende que "a unidade última da Europa não pode realizar-se através de uma identidade de organização política, ou de uma federação política legal, ou de um vago amor fraterno ou ainda de uma identidade de interêsses das massas populares, mas através da unidade da Fé Cristã", unidade que encontraria um meio privilegiado de realização no intercâmbio de revistas literárias de elevada categoria, que dariam - como Aventura - a conhecer aos seus leitores os autores importantes no seu tempo e os acontecimentos literários nos diferentes países.
Como referenciar: Aventura in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-14 19:59:42]. Disponível na Internet: